A UNIDADE SUPREMA DAS RELIGIÕES

A UNIDADE SUPREMA DAS RELIGIÕES

terça-feira, 12 de março de 2013


CURSO DE ESÍN OLÓRUN - XAMANISMO NIGERIANO TRADICIONAL



1- A INTERCONEXÃO ENERGÉTICA
ENTRE O CÉREBRO FÍSICO E OS CORPOS SUPRA-FÍSICOS

Dentro do sistema filosófico do Ésin-Olòrum, o corpo físico está em interligação contínua e permanente com as Energias Conscienciais Superiores.
Esta interligação processa-se através do cérebro físico Orí Òde (“a cabeça exterior”) e seus mecanismos neuro-perceptivos.
O Orí Òde representa todo o sistema neurológico do organismo e suas interconexões nervosas espalhadas por todo corpo físico.



O corpo supra-físico Enikéjí possui um cérebro especializado, formado por Energias psico-sensoriais de altíssima vibração. Este cérebro supra-físico é denominado de Orí Inú (“a cabeça interior”) e é considerado o ponto principal de ligação entre os estados espirituais da Consciência Humana e os estados normais de vigília e percepção cotidiana da realidade

O Orí Inú é um órgão espiritual de alta complexidade, formado por diversos subsistemas que são denominados de Centros Energéticos Iwá-Inú (“as qualidades internas do ser”), que são conhecidos na Tradição Yóguica como Chakras (em Sânscrito)ou Khorlos (em Tibetano).



Os Iwá-Inú mais importantes são os seguintes:

1- Centro Energético Iwá-Imo-Inú (“a qualidade do conhecimento interior”); - Alto da Cabeça;
2- Centro Energético Iwá-Ojú-Inú (“a qualidade da visão interior”);- No meio dos olhos, na testa;
3- Centro Energético Iwá-Orí-Inú (“a qualidade do canto interior”)- Garganta;
Os Centros Energéticos Iwá-Inú possuem as funções de captação dos diversos tipos de Energias Extrafísicas da Natureza (mineral, aquática, aérea, ígnea, vegetal, etc...), e do Cosmos para os Corpos Espirituais, onde estas energias são metabolizadas e transmutadas em valores vibratórios mais sutis e refinados.

Os Centros Energéticos funcionam também como órgãos perceptivos superiores para a ativação e o desenvolvimento harmônico das Faculdades Extrasensoriais da espécie humana.

Destacamos abaixo as principais funções dos centros energéticos Iwá-Inú:

A-Iwá-Ìmó-Inú- Captação das energias cósmicas siderais do Òrun para o desenvolvimento da Telepatia inspirativa supramental.

Quando atinge altos graus de vibração, conecta o cérebro físico com o Ìmó-Órun, o Conhecimento Cósmico Universal irradiado por Olórum e pelos Orìsás Cósmicos;

B-Iwá-Ojú-Inú - Captação das energias cósmicas provindas do Deus Solar Òsààlá para o desenvolvimento da Clarividência, chamada de Ojú-Inú-Orun (“a Visão Interior do Mundo Celestial”).
Quando atinge altos graus de vibração, desperta a Memória extra-física das vidas passadas e conecta o cérebro físico com as Energias Mentais Supra-racionais do Iwí-Ogbón;

C-Iwá-Orin-Inú- Captação das energias sonoras extra-físicas do Órun, despertando a Clariaudiência e o Canto Criativo Mediúnico, que chama-se de Orin-Iwín-Órun (“os cânticos espirituais”). Quando atinge altos graus de vibração, conecta o cérebro físico com o Iwín-Okán, que é a fonte da Inspiração Artística e Mística-devocional superior. A ativação energética harmônica e consciente dos três centros Iwá do Orí-Inú é a fase preparatória da Igbébé- a Iniciação Sacerdotal Superior do esoterismo yorubano.


A Igbébé é a veradeira iniciação nos mistérios Divinos, e não têm nada a ver com os rituais pretensamente “Iniciáticos” que foram trazidos para as Américas.

Na Igbébé nigeriana original, os sumo-sacerdotes Olúwao irradiavam suas bioenergias Àse-Enikéjí para a cabeça dos discípulos noviços, para ativarem suas Potencialidades Paranormais e estimularem o sentimento de devoção mística transcendental por Olórum.



Depois que as técnicas energéticas originais da Igbébé perderam-se devido às guerras dos Povos Yorubás entre si e contra os invasores europeus (Portugueses, Ingleses e Franceses) os conhecimentos metafísicos sobre os Centros Iwá fragmentaram-se e degeneraram-se em simples mitos desconexos e sem significado.

Estes conhecimentos fragmentados deram origem a métodos distorcidos e desarmônicos de ativação do sistema Orí-Inú.

Somente nas Escolas Esotéricas Iniciáticas, chamadas na Nigéria e no Benin de Sociedades Ogbóni, as técnicas idôneas de ativação dos Centros Energéticos continuaram a ser praticadas em harmonia com a autêntica Tradição Metafísica Yorubá, que é totalmente diferente do Candomblé e dos Cultos de Nação (provindos, sem dúvida, de forma distorcida para as Américas).



Professor Leonardo de Albuquerque

**************************************************




Os Mistérios Sagrados da Mãe África

Introdução - O Xamanismo do Rio Nilo

*************************************************



Segundo os Ensinamentos Esotéricos do Culto Sagrado de Olórum, a Sabedoria Xamânica Africana iniciou à 18.000 anos AC, no Vale do Nilo, quando os primeiros Caçadores-coletores Hortícolas criaram os seus Mitos Primodiais sobre a Criação do Mundo e sobre as Energias Mágicas da Natureza.



Os Xamãs Primitivos da Africa foram os Disseminadores da Horticultura de Grãos e de Legumes nas Regiões do Saara(que nesta Epoca eram Territorios Férteis e verdejantes,e não Desertos),e que introduziram a Criação de Gado na Região de Lukenya Hill,em Nairobi.



Da Região do Saara Fértil,os Xamãs Africanos migraram para o Rio Nilo e ali expandiram e difundiram as Técnicas Pastoris e Hortícolas, bem como os Conhecimentos Mágicos de Medicina Vegetal,de Meditação e de Culto Religioso dos Deuses Ancestrais.

A Tradição Oral Esotérica afirma que os Xamãs Africanos eram Nômades e viajavam por todos os Territórios da África,e dali,migraram para a Península do Sinai,as Costas da Palestina e a Anatólia,onde difundiram os seus Saberes Espirituais e Técnico-agrários.



Ocorreram Migrações Náuticas,também,através do Golfo de Aden(na costa do Iêmen),onde os Xamãs Nômades viajaram para o Sul da Pérsia e o Delta do Rio Indo,sempre difundindo suas Técnicas Espirituais e Mágicas.

Mas,sem,dúvida,foi na Região do Vale do Nilo que os Xamãs implantaram sólidamente as suas Tradições,que influenciaram o surgimento do Egito Faraônico e espalharam-se depois para o Interior da África e para o Rio Níger. Nesta Série de Artigos do Raíz Afro,mostraremos que o Culto do Ésin Olórum é extremamente Antigo e possui suas Origens na Sabedoria dos Xamãs Ancestrais do Vale do Nilo.

O Ésin Olórum é considerado um Culto Monoteísta nativo da Nigéria,mas as suas Origens estão no Antigo Vale do Saara e nas Antigas Tribos Xamânicas do Rio Nilo,muito tempo antes do surgimento da Monarquia Faraônica.



Segundo os Ensinamentos provindos da Tradição Oral,os Xamãs Africanos Ancestrais deram origem,entre 8.000-5.000 AC,à Cultura ANU-SETI na Região de Qustul( na Núbia,ao sul do Egito),que foi a Civilização Neolítica que transmitiu a Arte e a Espiritualidade para o Egito Pré-dinástico.



A Cultura ANU-SETI era um Reino liderado por Xamãs,chamados nas Lendas Africanas da Núbia de “Os Sábios Negros de TA-SETI”,que eram considerados grandes Astrô-nomos,Geomantes,Médicos e Feiticeiros Ritualistas altamente respeitados.A Cultura ANU-SETI deu origem às Civilizações de Cush e de Meroé,e foi a Base Religiosa de onde surgiu o Culto de Ísis e Osíris que depois disseminou-se no Egito Pré-dinástico.



Segundo as Tradições Orais Secretas,o Xamanismo dos Mestres ANU-SETI difundiu-se do Rio NILO para toda a Africa Primitiva, pois os Sábios-xamãs tinham um Intercâmbio intenso com os outros Xamãs das Tribos do Lago Vitória,da África do Sul e da Costa Ocidental(Angola,Congo e Nigéria).



Segundo os Relatos Orais,exista um vasta Rede de Intercâmbos Culturais que que irradiava-se do Rio Nilo,chegava até o Lago Vitória e daí continuava através dos Rios do Congo e o Lago Chade,chegando finalmente ao Rio Níger e às Tribos da Costa Ocidental.

Assim,muito tempo antes do surgimento do Egito Faraônico,já existia uma grande Tradição Xamânica de Sabedoria,que integrava as Tribos Nilóticas com as Populações do Rio Níger.Apesar desta Tradição Antiga de Sabedoria ser chamada de Ésin Olórum(”Culto do Senhor Celestial” em Yorubá Nigeriano),ela era conhecida pelos Povos do Rio Nilo como ANU-RH-RHEK(”O Conhecimento dos Sábios Negros”) e denominada de Kwamba-Nzambi(”A Palavra Sábia do Deus Supremo”)na Antiga Língua Banto do Congo e de Angola.

Depois do Aparecimento das Dinastias Faraônicas,os Ensinamentos Esotéricos do Ésin Olórum receberam uma grande Influênca da Ética Camítica de MAAT e dos Mistérios Iniciáticos Osirianos e Amonianos,tornando-se uma Doutrina altamente secreta e Transcendente,voltada para a Expansão da Consciência Espiritual Imortal e dos Poderes Paranormais Elevados.



2- Os Fundamentos do Ésin Olórum
**************************************



Na Antiga Língua Yorubá da Etnia Igbo,os Xamãs do Rio Níger denominavam-se de OLÚ-AWÓ(“Senhor dos Mistérios”,OLÚWÓ em Nigeriano Moderno),e seus Ensinamentos estavam baseados nos seguintes Fundamentos:



1- A Crença no Deus Supremo OL-ÓRUM(“O Senhor do

Mundo Celestial”),uma Divindade Onisciente,Onipotente

e Onipresente,ao mesmo tempo Imanente e Transcendente,

que havia criado o Universo e o Planeta Terra;



2- A Existência do ORÚN,o Mundo Suprafísico e Cósmico

Ultraterrestre,Imaterial e Energético,dividido em 9 Planos

ou Reinos Vibratórios;



3- A Existência da ASÉ,uma Energia Invisível e Onipresen-

te que flue em todos os Ecossistemas da Natureza e nos

Corpos de todos os Seres Vivos da Criação;



4- A Transmissão da Sabedoria Espiritual através da Tra-

dição Oral Não-escrita,ensinada para os Discípulos com a

utilização de Símbolos Mágicos(Odús),Cânticos Sagrados

(Ésin Orin),Provérbios Sapienciais(Ésin Òwe),Rituais Litúr

gicos(Ésin Ilana)e Linguagens Secretas Sacerdotais(Ésin

Éde);



5- O Treinamento Xamânico e Mágico dos Sacerdotes através do Aprendizado Iniciático em 3 Níveis:

A- Ésin Idán - Alta Magia Natural e Hierática;

B- Ésin Ewé - Medicina Fitoterapêutica Sagrada;

C- Ésin Iwín - Mística Religiosa e Meditativa.



Esses 3 Níveis eram as Etapas sucessivas que o Discípulo deveria experienciar para atingir os Graus Superiores da OGBÓN (“a Sabedoria-Conhecimento”)provinda do Deus OLÓRUM diretamente para a Alma-espírito (Iwín-Inú) dos seus Fiéis.



A Religião do Ésin Olórum era portanto,um Sistema Metafísico altamente complexo,que implantou-se no Rio Níger entre 3000-2.500 AC,mas que continuou à manter Contato com suas Regiões de Origem na Núbia e no Sul do Egito, através das Rotas Migratórias que acompanhavam os Rios e as Bacias Hidrográficas da Antiga África.



3- IFÉ, O Centro Cósmico do Mundo
***********************************************



Segundo os Relatos da Tradição Oral, foi na Cidade Neolítica de IFÉ,situada nas Grandes Florestas no Sudoeste do Rio Níger (próximas da Atual Ibadan, na Nigéria),que foi fundado um Grande e poderoso Centro Iniciático de Sabedoria Mágica,onde os OLÚ-AWÓ treinavam Discípulos e Sacerdotes provindos de todas as Tribos da África,inclusive da Núbia e dos Reinos Sul-nilóticos do Egito.



O Nome IFÉ significa no Idioma Igbo “Aquilo que se Alarga sempre sem ter Fim”e designa um Grande Centro de Poder Geomagnético Telúrico do Continente Africano,que irradiava Energias de Alta Vibração num Raio de Milhares de Qulômetros ao seu redor.



Nos Mitos Nigerianos Primordiais,o Centro Geomagnético de IFÉ era chamado de “o Primeiro Local Criado por OLÓRUM no Mundo Terrestre”, ”o Ponto onde o ÀIYÉ(Mundo Físico)se Une com o ÒRUM”,ou ainda,”O Reino Paradisíaco da Grande Mãe ODÚA,a Alma da Mãe-Natureza”.



IFÉ era denominada também como “o Local Mágico onde nasceu a IGI ÒPE Primordial,a Árvore Divina-e-Brilhante trazida por ÒSÀÁLÁ para criar as Florestas Sagradas dos Deuses”;e era reconhecida em todo o Oriente como um dos mais avançados Centros de Ensino de Fitoterapia e de Cura com Ervas Vegetais.



IFÉ era o Santuário Místico mais Venerado na Antiga África,e foi considerado durante Milhares de anos o Principal Centro de Ensinamento da Magia e da Feitiçaria Xamânica dos Povos Nativos Africanos.A sua importância era similar aos Centros Iniciáticos de Mênfis e Tebas para os Povos Egípcios;ou aos Centros de Delfos e Crotona para os Gregos;ou similar aos Santuários de Stonehenge,Glastonbury e Averbury para os Povos Britânicos da Inglaterra.



Hoje,milhares de Anos depois da sua Fundação,IFÉ ainda é o principal Centro de Formação Secreta e Iniciática dos Grandes Mestres-Xamãs OLÚ-AWÓ do Rio Níger,que continuam à irradiar as Bençãos da OGBÓN e da IMÓ(“A Ciência Secreta do Ser”)para aqueles que compreenderam que a Verdade de OLÓRUM está além dos Ritos Superficiais;e que a Verdadeira Religião é uma Vivência Interior que está Além dos Processos Cíclicos do ÌBÍ-IYÉ-ÌKÚ(“Nascimento-Vida-e-Morte”).



Muito mais do que fazer Rituais,Tocar Tambores e Atabaques, ou Cantar Fragmentos Desconexos do Idioma Yorubá,a Verdadeira Religiosidade Nigeriana é antes de tudo uma Jornada Encantada e Mágica da Alma Humana em direção à Alma de OLÓRUM,o Grande Deus El-Edá que formou a Criação Cósmica;o Todo-poderoso Al-Ayé que gerou toda a Vida do Universo Manifestado;o Glorioso Ol-Odu-Maré que rege os Destinos Evolutivos de todos os Espíritos no Tempo e no Espaço Eternos.



Prof. Leonardo de Albuquerque

****************************************

AS ESCOLAS HAT-NÉTER NO EGITO MUÇULMANO


III – AS ESCOLAS HAT-NÉTER NO EGITO MUÇULMANO



Foi somente depois da invasão do Egito pelo General Árabe AMR-IBN-AL-ÃS, a partir de 640 D.C., que as Escolas HAT-NÉTER puderam retornar à sua terra natal, trazendo de volta centenas de textos sagrados e instrumentos mágicos cerimoniais que estavam guardados na Pérsia, desde as invasões assírias de 663 A.C. Como o Islamismo era uma religião extremamente tolerante em relação aos “Povos dos Livros”, as Escolas HAT- NÉTER “converteram-se” a fé muçulmana e reconquistaram novamente a sua liberdade de organização e ensino sacerdotal, sob o pagamento dos Impostos Djizya (individual) e Kharadj (territorial) às autoridades muçulmanas de Fostãt.

Apesar de “convertidos” oficialmente ao Islamismo, os Sacerdotes Hemu-Neteru e as Sacerdotistas Hemet-Néter continuaram praticando em segredo os Rituais milenares de adoração dos deuses Egípcios, sem serem reprimidos pelos invasores muçulmanos. Logo, as Escolas HAT-NÉTER descobriram que dentro da Religião Islâmica também existiam inúmeras Sociedades Secretas Árabes que praticavam Rituais Mágicos: As Ordens Sufistas dos Dervixes e Os Cultos Djinnistas da Arábia do Sul.

Entrando em contato e fazendo Alianças Políticas com as Ordens Secretas Árabes, as Escolas HAT- NÉTER conseguiram implantar-se, novamente em todo o território egípcio e reativar os seus Centros de geoenergia sagrada de Tebas, Mênphis, Heliópolis e Hermópolis, que tinham sido profanados pelos cristãos Coptas Ortodoxos. Em conjunto com os Sufis Árabes, os sábios Hemu-Neteru promoveram a tradução dos textos sagrados Am-Duat e Per-Em-Hru para a Língua Árabe, além dos principais textos Gnósticos, Neo-platônicos e Hermetistas dos sec. I, II e III D.C..



Promoveram, também, a produção de dezenas de textos metafísicos de altíssimo nível conhecidos como “OS LIVROS SECRETOS DE EL-ZHAT”, que ensinavam diversas técnicas de transformação da Energética Humana. Nestes textos, os Sufis e os Hemu-Neteru utilizaram pela primeira vez uma linguagem simbólica para codificar profundos processos de alteração da Bioenergia Corporal e da Mente Humana, como

1 – EL-ZHAR ou EL-DHAT – A “Pedra Oculta”, A “Pedra Secreta” – (A Essência Espiritual Interna do Homem)

2 – AMAL – “Trabalho”, “Obra” – (Os Processos de Transmutação da Consciência Humana)

3 – KIBRIT – “O Enxofre” – (A Energia Vital Corporal)

4 – MILH – “O Sal” – (A Energias Emocionais Humanas)

5 – ZIBAQ – “O Mercúrio” – (A Energia Mental Humana)

Esses conceitos simbólicos eram na verdade a adaptação das Técnicas Meditativas de HIKE-NETERU para a cultura e a Língua Árabe, que foram desenvolvidas sistematicamente pelos Mestres Sufis JAFAR SADIQ, O VI IMÃ (700-765), JABAR IBN EL-HAYYAN (721-790), O “ALQUIMISTA”, e principalmente, DHU’L-NUN AL-MISRT (796-861), o Principal Unificador entre o Sufismo Árabe e o Esoterismo nativo do Egito DHUL-NUN foi um dos maiores gênios metafísicos da Idade Média e o criador do conceito de MARIFAT (Gnosis) dentro da Teologia Muçulmana.

A difusão de manuscritos incompletos e de traduções imprecisas para o Latim e o Hebraico dos Livros Secretos de EL-ZHAT e das obras de JABIR ocasionou grande confusão nos Centros de estudos metafísicos da Europa Medieval. A simbologia utilizada pelas Escolas Egípcias foi totalmente distorcida, levando muito filósofos a interpretarem os termos KIBRIT, MULH e ZIBAQ, com elementos químicos materiais e o conceito de AMAL como “Operações Químicas ou Metalúrgicas”.

Pior do que isso, porém, foi a interpretação errônea do conceito de AL-KHYMIA, que estratificou-se na imaginação européia como “Ciência Mágica da Transmutação Metálica”. Na verdade, todos os símbolos e palavras técnicas divulgadas nos Livros Secretos de EL-ZHAT eram apenas antiquíssimos conceitos da língua camítica nativa traduzidos para o Árabe, como mostramos abaixo:

1 - EI-ZHAT = EL-DHAT = DUAT – Tradução Árabe da palavra Camítica DUAT, denominação da região do Mundo Espiritual situada no interior da Terra. Tecnicamente, referia-se às práticas de meditação contidas no Livro AM-DUAT ou SHAT-AM-DUAT que levavam o Ser à Transcender os Estados Parapsicológicos do pós-morte. Essas técnicas eram métodos de interiorização mística para o contato com AMON-RÁ - a luz pura supracelestial do AMENTI.

2 – AMAL = AMEN-ALU = AMEN-AAHLU Tradução Árabe de 2 palavras compostas Camíticas:
A - AMEN - 0 "Oculto"- Título sagrado do Deus AMON-RA.
B - AAHLU - Os 2 primeiros níveis dos Universos suprafisicos celestiais do AMENTI.

Essas 2 palavras formavam o conceito de Evolução ou Ascenção Espiritual Cíclica da Consciência Humana através dos diversos níveis dimensionais do AAHLU, até atingir a Mente Cósmica de AMON, o "Deus Oculto", a Luz Divina Universal.

3 - KIBRIT - KAIBIT – Tradução Árabe da palavra Carmítica KAIBIT, que significava um dós níveis Bioenergéticos Vitais do KA - o Corpo Bioplásmico Humano. A palavra cação da Energia Corporal dos sacerdotes, atravês de Jejuns especiais, Massagens e Exercícios Ginásticos Sagrados.

4 - MILH = MILN = MIN – Tradução Árabe da palavra MIN, nome da Divindade Neteru das Cidades de Koptos e Akhmin.

Referia-se às técnicas de Sensibilização das emoções e da Sexualidade, praticadas pelas Escolas Esotéricas nos ritos de adoração à MIN, o Deus do prazer e da alegria. Essas técnicas faziam parte da NEK-NÉTER, a Magia Sexual Egípcia, treinada pelos casais nos festivais sagrados Mineanos e Hathorianos.

5 - ZIBAQ = ZAB-AK = AB-AKHU – Tradução de outra palavra composta, formada por:
A - AB - Energia do Coração.
B - AKHU - Inteligência Espiritual, Mente Supraracional.

É um termo técnico que refere-se às práticas Meditativas de ativação do Centro Bioenergético do Coração, em harmonia com as Energias Mentais Superiores do Ser,despertando sentimentos e pensamentos de alta vibração.

É um dos níveis mais elevados da Meditação ABSEKHEM Egípcia, praticada pelos sacerdotes em Retiros Monásticos.

6 - AL-KHYMIA = KHEMI = TA-KEMET – Tradução Árabe da palavra TA-KEMET (a "Terra Negra"), nome nativo camítico do Egito. Para os Sacerdotes HEMU-NETERU, essa palavra possuía inúmeros significados Metafisicos e Teológicos. TA-KEMET referia-se, antes de tudo, à todas as Energias Ecológicas existentes no fértil solo negro do Nilo (minerais, vegetais e animais) que eram estudadas por percepção paranormal pelos sacerdotes. Referia-se também, à toda a Harmonia Energética existente entre o Homem, a Natureza e o Rio Nilo, harmonia que só os agricultores egípcios que viviam ali há milênios podiam compreender e preservar.

TA-KEMET, portanto, era o profundo Amor e União Mística que o Homem egípcio tinha por sua Terra, o Solo Sagrado dos Deuses, "A Pupila Negra" do Olho de AMON-RA, o "Corpo ressucitado e imortal* de Osíris.



Assim, devido à estas interpretações distorcidas das palavras-símbolo divulgadas pelos Livros Secretos de EL-ZHAT, diversos filósofos e eruditos europeus começaram a divulgar a notícia de que no Egito Muçulmano viviam magos fabulosos que faziam experiências químicas com metais e podiam transformar chumbo ou ferro em ouro puro.

Em menos de 1 século, surgiu uma vasta literatura medieval versando sobre teorias e práticas metalúrgicas de transmutação metálica (escritas tanto por místicos europeus quanto por intelectuais árabes desatentos) amplamente comercializada pelos livreiros venezianos e pelo famoso livreiro IBN SURAH do Cairo.

As Escolas HAT-NÉTER do Egito, surpresas com a repercussão que a AL-KHYMIA provocou no Mundo Ocidental, começaram a produzir Textos Alquímicos com mensagens criptográficas, escritas (e distribuídas pela Biblioteca Esotérica de AL-AZIZ do Cairo) propositadamente para os Círculos Intelectuais Espanhóis, Italianos e Franceses.

Essa Estratégia deu início à uma grande produção e troca de manuscritos alquímicos entre o Egito e a Europa onde os sacerdotes HEMU-NETERU procuravam explicar os verdadeiros significados energéticos do ENXOFRE, do SAL e do MERCÚRIO, e as autênticas técnicas para a Transmutação do PLUMBUS no AURUM SPIRITUALIS interior. Esses contatos foram intermediados pelas Escolas Sufistas AL-BANNA ( A “ORDEM DOS
DERVIXES CONSTRUTORES”) criada por DHUL-NUN ALMIRST; AHMADIA (criada pelo mestre SUFI AHMAD-AL-BADAVI no séc. 13 d. c.) e SHARAVIA (criada pelo mestre SHARANI – 1492 - 1565 que eram os Colégios Filosóficos “Externos" das Escolas Esotéricas HAT-NÉTER do Cairo.

Esse intercâmbio filosófico atingiu o seu clímax durante e após à Renascença Italiana, com a publicação de grandes tratados de ALQUIMIA ESPIRITUAL escritos por PARACELSUS, MARCILIO FICINO, CORNÉLIO AGRIPA, PICO DELLA MIRANDOLA, JOHN DEE, FRANCISCO PATRIZI e GIORDANO BRUNO.

Além disso, a tradução e a impressão dos antigos textos Greco-egípcios dos sec. I e II (CORPUS HERMETICUM, ASCLEPIUS, LIBER SACER HERMETIS e IÇORÉ KOSMOU) provocaram intenso debate nos meios acadêmicos e Neoplatônicos europeus sobre a Metafisica e a Cultura da antiga Civilização Egípcia. 0 Simbolismo Esotérico Egípcio influenciou profundamente os símbolos originais do Rosacrucianismo, da Maçonaria Operativa e do Hermetismo Místico Francês, sincretizados com antigos símbolos iniciáticos Druídicos e Odinistas das antigas religiões pré-cristãs da Europa. Após esse clímax de entendimento e diálogo mútuo, as relações entre o Egito e a Europa foram distanciando-se rapidamente, devido aos conflitos crescentes do Islamismo com a igreja Católica e com o Imperialismo colonial francês e inglês na África do Norte. Por outro lado, o surgimento das doutrinas filosóficas racionalistas e intelectualistas européias (a Maçonaria Especulativa, o liuminismo Francês, etc ... ) colocaram uma barreira ideológica muito forte entre os intuitivos Sacerdotes Egípcios e os Ocultistas Pragmáticos do Ocidente. Apesar disso, diversos Centros de Estudos Metafisicos da Europa continuaram a manter um intercâmbio filosófico e iniciático com as Escolas HAT-NÉTER do Cairo até os dias atuais.



Entre esses centros, os mais importantes são:
I - As Lojas Francesas e Italianas da Maçonaria Egípcia fundada pelo Mestre Giuseppe Balsamo, o Conde de Caglíostro;
II - 0 Círculo Interno dos Iluminados da Baviera fundado pelo Mestre Adam Weishaupt, o Rex Iliuminati Aeropagitus Supremmus, que sobreviveu à violentíssima perseguição inquisitorial do governo Bávaro em 1785;
III - 0 Círculo Interno da R.R.A.C. – Rosa Rubia et Aurea Crucis – fundado pelos Mestres Mac Gregor Mathers, W.R. Woodman, A.F.A. Woodford e Winn Wescott, que sobreviveu à dissolução da Golden Ddawn Inglesa no final do séc. 19;

IV - 0 Círculo Interno da Silver Star ("Estrela de Prata") fundada pelo Mestre Supremo Aleister Crowley para o Renascimento da Religião Cósmica-Estelar de Hórus; V - A Fraternidade Hermética de Luxor, fundada pelos Sumo-Sacerdotes Hemu-Net os iniciados Hermetistas para preservar a Tradição Hermética Alexandrina.


Durante mais de 6.000 anos, as Escolas HAT-NÉTER concentraram os seus ensinamentos iniciáticos no Território Egípcio e nas Regiões vizinhas do Mediterrâneo e do Oriente Médio, tomando-se as "Centrais Energéticas" propulsoras do Desenvolvimento Cultural e Espiritual dessas Civilizações Tradicionais. As Escolas HAT-NÉTER conseguiram manter a sua independência e o seu Ensino Sacerdotal dentro da Religião Islâmica desde a chegada dos invasores árabes em 640 D.C., tomando-se os "Centros Invisíveis" de Dinamização Espiritual do Sufismo Sunita e Fatímida do Cairo. A partir do início do século XX, porém, os Mestres HEMU-NETERU perceberam que a Religião lslâmica Ortodoxa estava entrando numa fase de degeneração filosófica e radicalismo político, criando diversos obstáculos culturais e jurídicos para o funcionamento normal das Escolas HAT-NÉTER.

A partir da Segunda Guerra Mundial, principalmente, os líderes islâmicos; Ortodoxos do Cairo começaram a proibir as reuniões das Ordens Sufis; AL-BANNA e AHMADIA e inviabilizar a realização dos rituais iniciáticos NETERU; classificando-os como "Heresias" e “Blasfêmias" ao Monoteísmo revelado do ALCORÃO. 0 lslãm, que por mais de 13 séculos protegera o misticismo nativo do Egito, agora tornava-se a sua prisão e o seu Tribunal Inquisitorial.

Devido a isso, o Supremo Conselho Iniciático (0 UNUYT MYBT) de todas as HAT- NÉTER do Egito decidiu transferir a organização e o ensinamento tradicional das Escolas para as grandes cidades do Ocidente, onde havia um Sistema Democrático de Liberdade Religiosa e Tolerância Filosófica diante do Esoterismo Antigo. Assim, a partir de 1945 diversos mestres egípcios viajaram para os E.U.A., as Américas e a Europa levando consigo documentos, manuais iniciáticos, textos sagrados e objetos mágicos cerimoniais para fundação das primeiras comunidades sacerdotais HEMU-NETERU fora do Egito nos últimos 1.000 anos (as últimas haviam sido fundadas na Espanha Sarracena e em Bagdad, no auge cultural do Império Árabe Muçulmano). Os primeiros núcleos de sacerdotes estabeleceram-se nas grandes cidades européias (Londres, Lisboa, Madrid, Paris, Bonn) e norte-americanas (São Francisco, Los Angeles, Nova York, Chicago, Miami), atuando como comerciantes de arte egípcia, Tradutores de Hieróglifos, professores de língua árabe e Mestres Espirituais de Misticismo Sufi.

Aos poucos, os Mestres HEMU-NETERU foram adaptando para a Cultura Ocidental o antiquíssimo sistema de educação oral mestre-discipulo utilizado nas HAT-NETER Tradicionais do Cairo e de Alexandria. Os primeiros Mestres HEMU-NETERU da América do Sul chegaram ao Brasil em 1958, estabelecendo-se entre as Colônias Árabes Muçulmanas de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Desde a sua chegada, os Mestres perceberam extra-sensorialmente que o Brasil seda a principal nação destinada a restaurar as "Cidades Sagradas dos Deuses" devido ao seu vasto território (ainda virgem e inexplorado) e à sua grande miscigenação étnico-religiosa. Brasília, nova capital do país, foi desde a sua fundação profundamente influenciada pelos Mestres Sufis da Ordem AL-BANNA (Os Dervixes Construtores), que inspiraram as concepções dos arquitetos, engenheiros e Urbanistas Brasileiros. A Arquitetura de Brasília é, sem dúvida, baseada em Idéias Estéticas nitidamente Egípcias, ou mais especificamente, "Atoníarias” (inspiradas pela arquitetura sagrada da cidade de Akhetaton, atual Tell-Amama).

Depois de 30 anos de adaptação no Território Brasileiro, os Mestres HEMU-NETERU planejaram a Criação das Comunidades MAAT, concebidas para serem Grandes Comunidades Ecológicas Rurais onde o Sistema Educacional Iniciático das HAT-NÉTER possa ser restaurado em sua pureza original. Nessas Universidades Místicas, os Mestres HEMU-NETERU irão inclusive restaurar a antiga ciência arquitetônica egípcia, baseada na captação das energias HIKE ambientais e das HIKE-PER-MER ("Energias Piramidais das Formas”).

Previstas para serem construídas nos grandes polos ecológicos do Brasil, as Comunidades MAAT deverão ser autênticas Universidades Monásticas Sagradas, onde Homens e Mulheres possam dedicarem-se (em tempo integral) às técnicas meditativas egípcias, à arte e à medicina energética Sunu, plantando e cultivando o próprio alimento e vivendo comunitariamente em harmonia com a natureza (“Nos braços da Grande-Mãe Isis").



**************************************************************************

Leonardo de Albuquerque
Artista Plástico e Pesquisador de Khemeticismo Neo-Pagão.
LINK DO TEXTO:http://www.slideshare.net/jnr2706/egiptologia-histria-das-escolas-hat-nter



CADERNOS AVANÇADOS DE EGIPTOLOGIA ESOTÉRICA

CADERNO I – INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DAS ESCOLAS HAT-NÉTER I –

INTRODUÇÃO BÁSICA

De todas as culturas tradicionais da antigüidade, o Egito foi a civilização que por mais tempo preservou uma Simbologia Esotérica autêntica, acessível aos estudantes do Conhecimento Iniciático Primordial. Desde as culturas neolíticas do Vale do Nilo, a simbologia esteve ligada às Práticas Magistas Rituais e ao Desenvolvimento da Percepção Hiper-Sensorial das Energias Invisíveis. Todos os Símbolos Hieráticos criados pelos sacerdotes Hemu-Neteru descreviam as diversas formas de Percepção e Contrôle da HIKE (“O PODER”)ou HEKAU, que é a Força Vital Cósmica da Natureza, a Energia Hiperfísica conhecida Modernamente como BIOPLASMA AMBIENTAL ou ECOBIOPLASMA (TAMBÉM CONHECIDA COMO: PRANA (SÂNSCRITO), MANA (POLINÉSIO), C’HI (CHINÊS), AITHER (GREGO), AOR (HEBREU), NWYR (CÉLTICO), ETC...) A HIKE é uma energia sutil, invisível e intangível, existente em todos os Reinos Ambientais da Natureza (MINERAL, VEGETAL E ANIMAL) e do Cosmo (ESPAÇO SIDERAL LIVRE, PLANETAS, ESTRÊLAS, ETC...).

Os textos esotéricos egípcios descrevem que a HIKE penetra em todos os objetos materiais e dá origem aos KAS (CORPOS BIOENERGÉTICOS) de todos os seres vivos. O objetivo principal dos Sacerdotes Hemu-Neteru sempre foi a captação, a transmutação e aplicação prática das Energias HIKE em todas as áreas da atividade: NOS RITOS REGILIOSOS, NAS ARTES, NA ARQUITETURA, NA MEDICINA E NA ADMINISTRAÇÃO POLÍTICA. Dentro da Cosmovisão Metafísica do Egito, não havia separação entre as atividades materiais e as atividades espirituais: Tudo era sagrado, tudo era divino, tudo eram apenas manifestações setoriais da grande MAAT Universal.




2. As Práticas Ritualisticas de Contrôle Paranormal da HIKE denominavam-se de HIKE- NETERU (“O PODER DOS DEUSES), que constituíam uma ampla e integrativa Disciplina Magista de Conhecimento, que abrangia ao mesmo tempo a Filosofia, a Arte, a Ciência e a Religião Egípcia. Nos desenhos abaixo, mostramos alguns dos significados metafísicos da palavra “HIKE-NETERU” na Linguagem Hioroglífica: HIKE = A “FORÇA”, O “PODER” ⇒ Energia Universal, Cósmica e todos os Reinos da Natureza.

NETERU = “DEUSES” ⇒ inteligências Energéticas de Outras Dimensões, que dirigem as Forças HIKE da Natureza.

A palavra Hike-Neteru possuía o significado de “Ciência Divina da Energia” referindo-se à todos os conhecimentos hiperfísicos transmitidos pelo Neteru aos seus sacerdotes. A Hike-Neteru abrangia as mesmas técnicas de estudo e controle da biopsico-energia humana que o misticismo suppyya dos hititas, o Taoísmo da China Antiga, a Maha-Vidya da Índia Védica e a Alta Magia Barutu da Suméria.

II – O ENSINO SACERDOTAL NAS ESCOLAS HAT-NÉTER



Os Magos e Magas-Sacerdotisas aprendiam a Hije-Neteru desde a infância, quando eram preparados nos KEP (“Casa das Crianças”) para tornarem-se Sensitivos e Mediunizadores Naturais. Somente aos 15 anos de idade ingressavam nas HAT-NÉTER (As “Casas dos Deuses” ou NETERHET), onde recebiam as primeiras iniciações do Treinamento Hemu-Neteru. As HAT-NÉTER atuavam como verdadeiras Escolas Esotéricas Iniciáticas, onde os Jovens Sacerdotes eram Admitidos em belíssimas cerimônias ritualísticas, recebendo os títulos sagrados de Web (“Puro”) ou Webit (“Pura”), simbolizando a pureza corporal e espiritual que os novos discípulos deviam manter dentro das “Casas dos Deuses”. O Treinamento Sacerdotal Hemu-Neteru baseavam-se num longo e rigoroso sistema educacional, com ensinamentos sobre Filosofia Metafísica, Cosmologia, Meditação,Magia Ritual, Arte, Ecologia e Medicina; e que duravam de 10 a 30 anos de autodesenvolvimento intelectual, moral e místico-devocional.

As HAT-NÉTER funcionavam como Comunidade Monásticas Autosubsistentes, como templos, oficinas artesanais, bibliotecas e condomínios residenciais próprios, anexados à vastas propriedades agrícolas para o plantio de Flores, Arvores Frutíferas, Legumes e Cereais utilizados na alimentação dos Sacerdotes Web e seus Mestre-Instrutores. Nesse sentido, as HAT-NÈTER possuíam o mesmo sistema de organização que os E-Gal sumerianos, Os Ashrams indus e Os Ming-Tang chineses, visto todos possuírem o mesmo Conhecimento Esotérico Primordial, Transcultural e Atemporal. As HAT-NÉTER mais antigas do Egito foram criadas pelas Irmandades Xamânicas de Sacerdotisas da Grande Deusa-Mãe (Ísis-Neith-Nut) que protegia e propiciava a fertilidade agrícola das terras banhadas pelo Rio Nilo. As Sacerdotisas da Deusa realizavam – durante todo o Período Pré-Dinástico – belíssimos Festivais Mágicos Coletivos de Fertilidade, com Cerimônias Agrícolas, Danças Celebrativas e Ritos Sexuais Sagrados que visavam a harmonia energética das Populações com as forças elementais do Nilo.

Com o surgimento da Realiza Solar dos Faraós, as HAT-NÉTER passaram ao contrôle dos Príncipes Tini Tas e Menfitas, que difundiram as Escolas por todas as regiões do Alto e do Baixo Egito, implantando-as solidamente nas cidades-estados de Mênphis, Heliópolis, Tebas, Hermópolis, Abidos e Edfu; além de expandirem e ampliarem as HAT- NÉTER originais de Denderah (Tentyris), Kopos, Bubastis, Saís, Bouto e Nekheb. Durante a Evolução História das Dinastias Faraônicas, as HAT-NÉTER cresceram e desenvolveram-se intensamente sob o patrocínio Real, expandindo seus territórios agrícolas e construindo Templos de grande beleza e magestade arquitetônica. A partir do Médio Império, as Escolas Sacerdotais foram se especializando na adoração de determinados NETERU ou grupos combinátorios de 3, 7, 9 ou 12 Divindades, ou de determinadas Ciências, Artes ou ramos setoriais do conhecimento sacerdotal.



Muitas vezes, durante as épocas de crises políticas, guerras e fases de imperialismo militar, as HAT-NÉTER entraram em confronto direto com as classes militares egípcias, mas esse confronto nunca chegou ao nível da violência contra os Sacerdotes nem à destruição dos Templos e Propriedades das Escolas, que eram extremamente respeitadas e amadas pela população egípcia.


As HAT-NÉTER só enfrentaram dificuldades verdadeiras a partir das Invasões Núbio- Sudanesas (de 946 A.C. em diante), e principalmente, em 663 A.C., quando o Império Assírio invadiu o Egito e destruiu implacavelmente os Templos sagrados de Tebas e Mênphis, queimando suas bibliotecas, arrasando suas plantações e escravizando em massas a classe sacerdotal. Os Hemu-Neteru e as Hemet-Néter sobreviventes fugiram para os Centros Iniciáticos secretos existentes no Mediterrâneo (Grécia, Creta), Pérsia (Écbatana, Bactriana) e Índia (Vale do Indo, Cachemira), onde preservaram diversos manuscritos sagrados em segurança, até à época das Invasões Islâmicas (quando os manuscritos seriam reunidos novamente na biblioteca sagrada de Al •Aziz, no Cairo).

Mesmo depois da destruição de suas principais bibliotecas e Templos sagrados, as HAT- NÉTER continuaram a transmitir oral e secretamente os Ensinamentos Esotéricos durante toda à Época Helenística e Romana, transformando a cidade de Alexandria na Nova “Cidade Mística dos Deuses”. Em Alexandria, os sacerdotes Hemu-Neteru e as sacerdotisas Hemet-Néter promoveram a fusão entre a milenar Mística Egípcia e a jovem Filosofia Grego-Romana, fundaram novos Templos para a adoração dos NETERU (O Serapeion e o Iseu) e planejaram a difusão dos Mistérios Iniciáticos da Grande Mãe Ísis por todo o mundo helenístico.

As HAT-NÉTER de Alexandria foram as responsáveis diretas pelos Santuários de Ísis erigidos na Grécia (Atenas, Delos) e em Roma (Campo de Marte); além de serem as inspiradoras da Literatura Greco-Egípcia do Corpus Hermeticum e outros textos Hermetistas dos sec. II e III D.C. (baseados nas SB’YT – “Instruções de Sabedoria”, utilizadas para a educação dos Web desde o Antigo Império).

Com o início das violentas e fanáticas perseguições dos Cristãos Coptas à todos os cultos pagãos em Alexandria, (que culminaram com a destruição da Grande Biblioteca do Serapeion em 411 D.C.), as Escolas Esotéricas Egípcias transferiram novamente centenas de manuscritos e textos sagrados para os Centros Iniciáticos da Pérsia e da Ásia central, pois o Império Romano estava desmoronando diante das invasões bárbaras. A Idade Antiga chegava ao seu melancólico fim e as trevas aproximavam-se rapidamente, não apenas para o Egito, mas para toda a Cultura Mediterrânea ocidental.

A TRADIÇÃO KHEMÉTICA EGÍPCIA




A Tradição Egípcia - Introdução ao Paganismo Khemético

por Zoriander de Zolthar



*****************************************************************************



Este é um Texto sobre o Paganismo Khemético(de KHEMET= "a Terra Negra",nome nativo do Egito Antigo),que busca restaurar o Culto,a Metafísica,a Cosmogonia e a Adoração dos Deuses Egípcios Ancestrais.


O Paganismo Khemético é chamado também de Netjerismo,palavra baseada em NETJER, denominação dada para os Deuses Kheméticos Antigos.


Parte 1 - Único povo do mundo antigo a erigir uma Religião nacional em torno da doutrina da Imortalidade da Alma, os Egípcios foram também os primeiros a pregar um Monoteísmo Universal, a Providência Divina, e as Recompensas e punições depois da Morte. Fonte de normas de moralidade pessoal e social, influencia até hoje o comportamento de várias Nações.


A Religião dos Antigos Egípcios evoluiu, gradativamente, de um simples Politeísmo para um Monoteísmo filosófico. No início, cada localidade possuia seus próprios Deuses e representações das Forças da Naturez,chamadas de NETJER ou "Princípios Divinos".


Com a unificação do Baixo e do Alto Egito, no Antigo Império - aproximadamente em 3.000 a.C. -, houve uma fusão de Divindades. Todas as Divindades protetoras foram consubstanciadas em Rá, o Deus-Sol. Mais adiante, com a ascenção de uma Dinastia Tebana ao poder (início do Médio Império, por volta de 2.000 a.C.), passou-se a chamar Amon ou Amon-Rá, nome do deus principal de Tebas.RÁ, o Sol, é a principal Divindade Solar Egípcia.


Para alguns, Rá nasceu de uma flor de lótus que, ao amanhecer, abre-se para libertar o Sol e, ao anoitecer, fecha-se protegendo o Astro. Para outros, Rá surgiu nos céus na forma de Bennou, a Ave Fênix do Sol,que morre e renasce cíclicamente durante as Criações dos Sistemas Estelares. Outra lenda diz que o Sol é o pai dos deuses e de todas as criaturas vivas.


As Divindades Elementais, isto é, os deuses que representavam os poderes da Natureza, fundiram-se em Osíris. Durante toda a história do Egito, Rá e Osíris rivalizariam entre si pela Supremacia. Isto, de um ponto de vista Político-cultural, pois, na verdade, os dois representavam faces diferentes de um mesmo Princípio.


Já a partir da V Dinastia (entre 2.563 e 2.423 a.C.), os Faraós passaram a se chamar Filhos de Rá. O governo era uma Teocracia e o absolutismo do Rei era exercido em nome do Deus Supremo.


De acordo com suas crenças, era o Deus, como personificação da justiça e da ordem social, que de fato governava - o Monarca era seu agente, seu mensageiro. Como “filho de Rá”, o Rei era considerado divino. Não se podia sequer mencioná-lo pelo nome, referiam-se a ele como Faraó - do egípcio Per-o, que significa “A Casa Grande” ou “Casa Real”.


Não podia casar-se com qualquer pessoa que não fosse sua parente próxima e a Divindade não o excluia de árduos serviços em prol do bem público. Durante o Antigo Império, o culto de Rá servia como Religião oficial e sua função principal era dar Imortalidade ao Estado e ao Povo. O Faraó mantinha na terra a lei do Deus. Acreditava-se que a mumificação do corpo do Faraó e sua conservação em um túmulo eterno contribuiria simbólicamente,para a Existência Eterna da Nação. HÁTOR é originalmente, a Deusa dos Céus.


É a Grande Sacerdotisa do panteão egípcio, Deusa da Música e da Dança, protetora dos Prazeres e do Amor. É geralmente representada com uma Coroa composta de dois chifres (da vaca sagrada, animal que a representa) com o Disco Solar no meio. Os Faraós eram iniciados mas, não necessariamente, evoluídos os bastante para terem atingido o Adeptado Superior dos Mistérios Sacerdotais. Havia no Egito três Centros de Mistérios: Ábidos, Hermópolis e Heliópolis. Três Santuários nos quais se concentrou o saber dos Sacerdotes Egípcios,dos Videntes e dos Magos-feiticeiros Ancestrais. Aos profanos jamais era admitida a entrada em seu recinto sagrado, pois tais Santuários, em época pré-histórica, preservavam as Memórias Ancestrais da Etnia Khemética e das origens históricas do Egito.


Parece ter sido em Ábidos, constituído po sete capelas consagradas e arcada constelada de estrelas, onde foi enterrado o próprio Osíris, o homem-Deus. Osíris teria sido o Homem-Sábio que introduziu a Civilização no Egito, tirando o povo da barbárie. Os Sacerdotes de Osíris tinham como incubência preservar o Osirianismo e seus mistérios a qualquer preço.


O que se vê, durante toda a História, como a volta aos Mitos de nossas origens e a busca de maior contato com os poderes da Natureza, é a perpetuação desse compromisso. Ábidos foi o primeiro Santuário do culto de Osíris, a primeira grande Loja para os ritos secretos dessa Religião, para os Mistérios Ancestrais que originariam mais tarde a Franco-Maçonaria primitiva. Os Mistérios do segundo centro, Hermópolis, estabelece a aproximação da Revelação na Tradição Egípcia (simbolizada por Tot-Hermes) com a Tradição Mediterrânea do Deus Hermes(Grego)e Artumes (Etrusco).


Como se sabe, o termo Hermético (de Hermes) passou a significar tudo o que é referido às Ciências Tradicionais, aos Mistérios Iniciáticos do Paganismo Antigo.THOT é o Senhor das Palavras, criador da fala e inventor da escrita. Mais tarde tornou-se o Deus do Tempo e das Medidas. Teve importante papel no mito de Osíris, pois foi o advogado do deus assassinado e de seu filho Hórus.


A divulgação - para quem fosse digno disso - dos Mistérios acumulados em Hermópolis foi a função da Irmandade de Heliópolis,uma Sociedade Secreta que fundiu-se com o Culto de Hermes na Grécia e deu origem à Alquimia Medieval.


A importância de Heliópolis é atestada até pelo cristianismo; no Novo Testamento, diz-se que seria em Heliópolis que a Sagrada Família teria repousado por ocasião da fuga para o Egito. Em grego, Heliópolis significa “a cidade do Sol”. denominação que substituiu o antigo nome Egípcio que tinha o mesmo significado. Na Iniciação de base solar, destaca-se essa Comunidade Espiritual - a Irmandade de Heliópolis - que guiava os Sacerdotes Egípcios, como deveria guiar mais tarde os Druidas Gauleses e os Gnósticos Alexandrinos e todos que, no decorrer da História, tiveram em suas mãos a chave dos Grandes Mistérios.OSÍRIS é o mais importante Deus da mitologia egípcia. Rei dos deuses, foi quem introduziu a Civilização no Egito. Governava ao lado de sua esposa-irmã ISIS, mas era invejado por seu irmão Set que o assassinou e cortou seu corpo em 14 pedaços. ISIS conseguiu juntá-los e dar nova vida ao deus.


Com a descoberta e profanação de pirâmides e tumbas, a curiosidade em torno da cultura e, sobretudo, da religião egípcia, das múmias, promovida pelos meios de comunicação, muito se especulou e divulgou-se fatos fantasiosos e distorcidos que não eram reais. Estamos muito longe de partilhar dos Antigos Mistérios no que depender de estudos arqueológicos.


Sobre os túmulos, um iniciado da Irmandade de Heliópolis relatou, em 1947, ao escritor Paul Brunton:“Os túmulos dos grandes Adeptos são muito bem guardados, para que nunca sejam vasculhados por ‘escavadores’; não são túmulos de mortos, mas de vivos. Não contém múmias, mas sim os Corpos dos Adeptos em um estado específico, que apenas o termo ‘transe’ pode aproximadamente descrever. Já foi constatada, na Índia, a existência de Faquires que se deixam enterrar por um período variável, durante o qual seus corpos ficam em transe.


O funcionamento de suas vias respiratórias é inteiramente suspenso enquanto permanecem sepultados. Até certo ponto, o estado dos Adeptos Egípcios é análogo, mas seu Conhecimento vai muito mais adiante, já que mantiveram seus corpos vivendo, ainda que em transe, por milhares de anos (...).


"MAAT é a Deusa da Verdade, da Justiça e da Harmonia-Ordem do Universo e da realidade. Filha de Rá e de um passarinho que apaixonando-se pela luminosidade e calor do Sol, subiu em sua direço até morrer queimado. No momento da incineração uma pena voou. Era Maat. É a pena usada por Anúbis para pesar o coraçáo daqueles que ingressam no Duat,o Reino Extra-físico dos Mortos.. "


As idéias dos egípcios sobre o Pós-morte atingiram seu completo desenvolvimento no período final do Médio Império. Primeiramente acreditava-se que o morto continuava sua vida na tumba; com o Amadurecimento Teológico, foi adotada a concepção do julgamento diante de Osíris, que compreendia três estágios:


1) exigia-se que o morto se declarasse inocente de quarenta e dois pecados, dentre os quais o Homicídio, o Furto, a Mentira, a Cobiça, a Ira, o Adultério, a Blasfêmia, o Orgulho e a Desonestidade em transações comerciais;


2) afirmar suas virtudes, confessar que satisfez a vontade dos deuses, que ajudara os necessitados, etc e


3) o coração do réu era posto na balança em face de uma pena (Maat), símbolo da verdade, para se determinar a exatidão do que afirmara. ANÚBIS, o Deus com cabeça de chacal, é o mediador entre o céu e a terra. Temido pela sua falta de emoção e pela severidade de seu juízo, ninguém escapa às suas sentenças. É também o guardião de ISIS.

Com o estabelecimento do Novo Império (a partir de 1.580 a.C.), a Religião sofre sérias adulterações. Os Sacerdotes se tornaram muito poderosos e exploravam o terror das massas em proveito próprio. Isto levou a uma grande Reforma Religiosa liderada por Amenotep IV, que começou a reinar por volta de 1375 a.C. Ele abandona o Culto de Amon e valoriza o Culto de Aton (antiga denominação do Sol físico). Muda seu nome de Amenotep (“Amon repousa”) para Akhenaton (“Aton está satisfeito”). Estabelece o monoteísmo e constrói Templos Solares, a céu aberto, em Tell al Amarna (então a capital) e Karnak. Em resumo, assim se desenvolveram os Conceitos Religiosos do Egito Antigo e que serviram de base para as posteriores Civilizações dos Gregos e Romanos.Tanto o Panteão Grego como o Romano foram intensamente influenciados pelas Idéias do Paganismo Khemético primitivo.


No próximo Artigo:A Metafísica Khemética sobre os Mundos Sutis.

**************************************************************************

PENTAGRAMA, O GRANDE SÍMBOLO MÁGICO



PENTAGRAMA, O GRANDE SÍMBOLO MÁGICO
Das Antigas Tradições até os Dias Atuais
*******************************************************
Por Zoriander de Zolthar

1- Introdução ----

Desde os Primórdios da Humanidade, o Ser Humano sempre se sentiu envolto por Forças Superiores e Trocas Energéticas, que nem sempre soube identificar. Sujeito à perigos e riscos, teve a necessidade de Captar Forças Benéficas para se proteger de seus inimigos e das Vibrações Maléficas da Natureza ou dos Mundos Sutis.
Foi ,então,fabricar e produzir Imagens e Objetos Sagrados, e criou Símbolos Hieráticos para poder entrar em sintonia com as Energias Superiores e as Forças Divinas de Proteção.
Dentre estes inúmeros Símbolos criados pelo homem, se destaca o Pentagrama, que evoca uma Simbologia múltipla, sempre fundamentada no Número 5, que exprime a União dos desiguais. As cinco pontas do Pentagrama põem em acordo, numa união fecunda, o 3, que significa o Principio Masculino, e o 2, que corresponde ao Princípio Feminino. Ele simboliza, então, o Andrógino ou a Força Não-dual da Natureza.
O Pentagrama sempre esteve associado com o Mistério e a Magia. Ele é a forma mais simples de Estrela, que deve ser traçada com uma única linha, sendo conseqüentemente chamado de "Laço Infinito". A Potência e as Associações do Pentagrama evoluíram ao longo da história. Hoje Ele é um Símbolo Onipresente entre os Neo-pagãos, principalmente entre os Wiccans e os Witchcrafter's,com muita profundidade mágica e grande significado simbólico.

2- ORIGENS, RITOS E CRENÇAS --- Um de seus mais antigos usos se encontra na Mesopotâmia, onde a figura do Pentagrama aparecia em Inscrições reais e simbolizava o Poder Imperial dos Lu-Gal e dos Sarrukin,que se estendia "aos quatro cantos do mundo". Entre os Hebreus, o Símbolo foi designado como a Verdade e associado com os cinco livros do Pentateuco (os cinco livros do Velho Testamento, atribuídos a Moisés).
Às vezes é incorretamente chamado de "Selo de Salomão", sendo, entretanto, usado em paralelo com o Hexagrama. Na Grécia Antiga, era conhecido como Pentalpha, geometricamente composto de cinco "As".
Pitágoras, filósofo e matemático grego, grande Místico e Iniciado nos Grandes Mistérios, percorreu o mundo nas suas viagens e, provávelmente,trouxe suas Idéias sobre o Pentagrama do Egito, da Caldéia e das Terras ao redor da Índia.
A geometria do Pentagrama e suas associações metafísicas foram exploradas pelos Pitagóricos, que o consideravam um Emblema de Perfeição. A geometria do Pentagrama ficou conhecida como " A Proporção Dourada", que ao longo da Arte Pós-helênica, pôde ser observada nos projetos de alguns Templos. Para os Gnósticos, o Pentagrama era a "Estrela Ardente" e, como a Lua crescente, um símbolo relacionado à Magia e aos Mistérios do Céu Noturno.
Para os Druidas, era um símbolo divino e, no Egito, era o símbolo do útero da terra, guardando uma relação simbólica com o conceito da forma da pirâmide. Os Celtas Pagãos atribuíam o símbolo do pentagrama à Deusa Morrighan.
Os primeiros Cristãos relacionavam o pentagrama às cinco chagas de Cristo e, desde então, até os tempos medievais, era um símbolo cristão . Antes da Inquisição não havia nenhuma associação maligna ao Pentagrama; pelo contrário, era a representação da Verdade implícita, do Misticismo religioso e do Trabalho do Criador.
O Imperador Constantino I, depois de ganhar a ajuda da Igreja Cristã na posse militar e religiosa do Império Romano em 312 d.C., usou o Pentagrama junto com o símbolo de Chi-Rho (uma forma simbólica da cruz), como seu Selo e Amuleto. Tanto na celebração anual da Epifania, que comemora a visita dos três Reis Magos ao menino Jesus, assim como também a missão da Igreja de levar a verdade aos gentios, tiveram como símbolo o Pentagrama, embora em tempos mais recentes este símbolo tenha sido mudado, como reação ao uso Neo-pagão do Pentagrama.

Em tempos medievais, o "Laço Infinito" era o símbolo da Verdade e da Proteção contra demônios. Era usado como um amuleto de proteção pessoal e guardião de portas e janelas.
Os Templários, uma ordem militar de monges formada durante as Cruzadas, ganharam grande riqueza e proeminência através das doações de todos aqueles que se juntavam à ordem, e amealhou também grandes tesouros trazidos da Terra Santa. Na localização do centro da "Ordem dos Templários", ao redor de Rennes du Chatres, na França, é notável observar um Pentagrama Natural, quase perfeito, formado pelas montanhas que medem vários quilômetros ao redor do centro. Há grande evidência da criação de outros Alinhamentos Geométricos exatos de Pentagramas como também de um Hexagrama, centrados nesse pentagrama natural, na localização de numerosas capelas e santuários nessa área. Está claro, no que sobrou das construções dos Templários, que os Arquitetos e Pedreiros associados à poderosa ordem conheciam muito bem a geometria do Pentagrama e a "Proporção Dourada", incorporando aquele misticismo aos seus projetos.
Entretanto, a Ordem dos Templários foi inteiramente dizimada, vítima da avareza da Igreja e de Luiz IX, religioso fanático da França, em 1.303.
Se iniciaram os tempos negros da Inquisição, das torturas e falsos-testemunhos, de purgar e queimar, esparramando-se como a repetição em câmara-lenta da peste negra, por toda a Europa. Durante o longo período da Inquisição, havia a promulgação de muitas mentiras e acusações em decorrência dos "interesses" da ortodoxia e eliminação de heresias. A Igreja mergulhou por um longo período no mesmo Diabolismo ao qual buscou se opor. O Pentagrama foi visto, então, como simbolizando a cabeça de um Bode ou o Diabo, na forma de Baphomet, e era Baphomet quem a Inquisição acusou os Templários de adorar.
Também, por esse tempo, envenenar como meio de assassinato entrou em evidência. Ervas potentes e drogas trazidas do leste durante as Cruzadas, entraram na Farmacopéia dos Curandeiros, dos Sábios e das Bruxas Camponesas. Curas, mortes e mistérios desviaram a atenção da Inquisição, dos hereges cristãos, para as Bruxas Pagãs e para os Sábios Curandeiros das Aldeias, que tinham o conhecimento e o poder do uso dessas drogas e venenos.
Durante a Perseguição das Bruxas,o Deus cornudo da Fertilidade Animal, Pan-Kernunnos-Faunus, chegou a ser comparado com o Diabo e o Pentagrama - popular símbolo de segurança - pela primeira vez na história, foi associado ao mal e chamado "Pé da Bruxa".
As velhas Religiões e seus símbolos caíram na clandestinidade por medo da perseguição da Igreja e lá ficaram Escondidas em Sociedades Secretas, durante séculos,que preservaram as Antigas Tradições da Witchcraft -Gwyddoncrefft até os Dias Atuais.



3- DO RENASCIMENTO ATÉ HOJE --- As Sociedades Secretas de Artesãos e Filósofos Eruditos, que durante a Inquisição viveram uma verdadeira paranóia, realizando seus Estudos longe dos olhos da Igreja, já podiam agora com o fim do período de trevas da Inquisição, trazer à luz o Hermetismo, Ciência ligada ao Ggnosticismo surgida no Egito, atribuída ao Deus Thot-Hermes ou Mercúrius Termáximus, e formada principalmente pela Associação de Elementos Doutrinários Orientais e Neoplatônicos.
Cristalizou-se, então, um Ensinamento Secreto em que se misturavam Filosofia e Alquimia, Ciência Oculta da "Arte de transmutar metais em ouro". O Simbolismo Gráfico e Geométrico floresceu, se tornou importante e, finalmente, o período do Renascimento emergiu, dando início a uma Era de Luz e Desenvolvimento. Um novo conceito de Mundo pôde ser passado para a Europa renascida, onde o Pentagrama (representação do número cinco), significava agora o Microcosmos, símbolo do Homem Pitagórico que aparece como uma figura humana de braços e pernas abertas, parecendo estar disposto em cinco partes em forma de cruz; o Homem Individual.
A mesma representação simbolizava o Macrocosmo, o Homem Universal - dois eixos, um vertical e outro horizontal, passando por um mesmo centro. Um símbolo de Ordem e de Perfeição, da Verdade Divina. Portanto, "o que está em cima é como o que está embaixo", como durante muito tempo já vinha sendo ensinado nas Filosofias Orientais.
O Pentagrama Pitagórico já não aparece apenas como um Símbolo de Conhecimento, mas também como um meio de Conjurar e adquirir o Poder Mágico.
Figuras de Pentagramas eram utilizadas pelos Magos Medievais para exercer seu poder: existiam Pentagramas de amor, de má sorte, etc.
No calendário de Tycho Brahe "Naturale Magicum Perpetuum" (1582), novamente aparece a figura do Pentagrama com um corpo humano sobreposto, que foi associado aos 5 Elementos.
Agripa (Henry Cornelius Von de Agripa Nettesheim), contemporâneo de Tycho Brahe, mostra proporcionalmente a mesma figura, colocando em sua volta os Cinco Planetas e a Lua no ponto central (genitália) da figura humana. Outras ilustrações do mesmo período foram feitas por Leonardo da Vinci, mostrando as Relações Geométricas do Homem com o Universo.
Mais tarde, o Pentagrama veio simbolizar a relação da cabeça para os quatro membros e conseqüentemente da Pura Essência concentrada do Espírito irradiando-se para os 4 Elementos tradicionais: Terra, Água, Ar e Fogo - o Espírito representado pela Quinta-essência ( a Energia Nwyr dos Druidas ou a "Quinta Essentia" dos Alquimistas).
Na Maçonaria, o homem microcósmico era associado com o Pentalpha (a Estrela de Cinco pontas). O Símbolo era usado entrelaçado e perpendicular ao trono do Mestre da Loja.
As propriedades e estruturas geométricas do "Laço Infinito" foram simbolicamente incorporadas aos 72 graus do Compasso - o emblema maçônico da virtude e do dever.
Nenhuma ilustração conhecida associando o Pentagrama com o mal aparece até o Século XIX. Eliphas Levi (Alphonse Louis Constant) ilustra o Pentagrama vertical do homem microcósmico ao lado de um pentagrama invertido, com a cabeça do Bode de Baphomet ( figura panteísta e mágica do Absoluto).
Em decorrência dessa ilustração e justaposição, a figura do Pentagrama, foi Associada pelos Teólogos Vaticanistas com o conceito do mal.
Contra o racionalismo do Século XVIII, sobreveio uma reação no Século XIX, com o crescimento de um Misticismo novo que muito deve à Cabala, Tradição Antiga do Judaísmo e dos Povos Semitas Arameus, que relaciona a cosmogonia de Deus e universo à moral e verdades ocultas, e sua relação com o homem.
Não é tanto uma Religião mas, sim, um Sistema Filosófico fundamentado num Simbolismo Numérico e Alfabético, relacionando palavras e conceitos. Eliphas Levi foi um expositor profundo da Cabala e instrumentou o caminho para a abertura de diversas Lojas de Tradição Hermética no Ocidente: a Ordem Templi Orientalis (OTO), a Ordem Hermética do Amanhecer Dourado (Golden Dawn), a Sociedade Teosófica, e muitas outras, inclusive as modernas Lojas e Tradições da Maçonaria.
Levi, entre outras obras, utilizou o Tarot como um poderoso sistema de imagens simbólicas, que se relacionavam de perto com a Cabala. Foi Levi também quem criou o Tetragrammaton - ou seja, o Pentagrama com inscrições cabalísticas, que exprime o domínio do Espírito sobre os Elementos, e é por este Signo que se invocavam, em rituais mágicos, os silfos do ar, as salamandras do fogo, as ondinas da água e os gnomos da terra("Dogma e Ritual da Alta Magia" de Eliphas Levi).
A Golden Dawn, em seu período áureo (de 1888 até o começo da primeira guerra mundial), muito contribuiu para a disseminação das raízes da Cabala Hermética moderna ao redor do mundo e, através de escritos e trabalhos de vários de seus membros, principalmente Aleister Crowley, surgiram algumas das idéias mais importantes da filosofia e da mágica da moderna Cabala.
Em torno de 1940, Gerald Gardner adotou o Pentagrama Vertical, como um símbolo usado em Rituais Pagãos. Era também o Pentagrama desenhado nos Altares dos rituais, simbolizando os três aspectos da Deusa mais os dois aspectos do Deus Cornífero, nascendo, então, a nova religião da Wicca Moderna.
Por volta de 1960, o Pentagrama retomou força como poderoso talismã, juntamente com o crescente interesse popular em Bruxaria Tradicional(BT)e Wicca, e a publicação de muitos livros (incluindo vários romances) sobre o assunto, ocasionando uma decorrente reação da Igreja, preocupada com esta nova força emergente.
Um dos aspectos extremos dessa reação foi causado pelo estabelecimento do Culto Satânico - "A Igreja de Satanás" - por Anton La Vay,na década de 60,nos EUA.
Como emblema de sua igreja, La Vay adotou o Pentagrama invertido (inspirado na figura de Baphomet de Eliphas Levi). Isso agravou com grande intensidade a reação da Igreja Cristã, que transformou o Símbolo Sagrado do Pentagrama, invertido ou não, em símbolo do Diabo.

A configuração da Estrela de Cinco Pontas, em posições distintas, trouxe vários conceitos simbólicos para o Pentagrama, que foram sendo associados, na mente dos Neo- pagãos, a conceitos de Magia Branca ou Magia Negra.
Esse fato ocasionou a formação de um forte Código de Ética na Wicca Moderna - que trazia como preceito básico: "Não desejes ou faças ao próximo, o que não quiseres que volte para vós, com três vezes mais força daquela que desejaste."
Apesar dos escritos criados para diferenciar o uso do Pentagrama pela Religião Wicca, das utilizações feitas pelo Satanismo, principalmente nos Estados Unidos, onde os cristãos fundamentalistas se tornaram particularmente agressivos a qualquer movimento que envolvesse Bruxaria e o símbolo do Pentagrama, alguns Wiccanianos se colocaram contrários ao uso deste Símbolo, como forma de se protegerem contra a discriminação estabelecida por grupos religiosos radicais.

Apesar de todas as complexidades ocasionadas através dos diversos usos do Pentagrama, ele se tornou firmemente dentro do Inconsciente Coletivo e da Mitologia Popular um Símbolo indicador de Proteção, Ocultismo e Perfeição.
Suas mais variadas formas e associações em muito evoluíram ao longo da História e se mantêm com toda a sua Onipresença Arquétipica, Significado e Simbolismo,como um dos Signos principais da Bruxaria Tradicional e da Magia Arcana até os dias de hoje.

Os ANIMAIS MÁGICKOS DE PODER



Os Animais Mágicos
************************************************************

Certos animais foram associados à Deusa e aos Deuses Ancestrais por milhares de anos.

Muitos desses animais recorrem em diversas culturas que não mantiveram contatos entre si. Antigos líderes espirituais sabiam como se comunicar com o inconsciente coletivo, que é o depósito de todo o conhecimento, e como ouvir as vozes das deidades que lá falavam.
Usar esses animais hoje, na meditação, em rituais ( não significa sacrifica-los já que a witchcraeft é contra isso, apenas deixa-los observarem o rito) ou encantamentos, intensificará seu contato com as forças arquetípicas dos Deuses!

Isso não significa que os outros animais também são importantes, eles são sim, aliás todos são importantes e todos vem da deusa e do deus! Boi Na Grécia e em Roma, esse era considerado um animal lunar. Cães de Caça Matilhas de cães, como Alani de Diana, representavam as energias perigosas da Lua.

Hécate sempre vagava pela noite com uma matilha de cães negros. Cão Cães vêm há muito tempo sendo associados a deidades lunares, especialmente deusas da Lua Crescente. Entre os nórdicos havia a história de Managarmr (cão lunar), o mais poderoso de todos os caninos sobrenaturais.

Cobra--- Um símbolo da deusa, é o mesmo que espiral quando enrolada. por vezes cada volta da espiral marca um dia no calendário lunar. linhas em ziguezague representam cobras. Serpentes eram associadas à Lua Nova por serem considera - das relacionadas ao submundo. Algumas Deusas da lua nova eram retratadas como tendo cabelos de serpentes. Há gravuras mostrando Cibele oferecendo uma taça a uma cobra.

Na mitologia mexicana, existem lendas da mulher serpente ( Lua) que é devorada pelo Sol, numa descrição de um eclipse ou das fases da lua.

Coruja--- A coruja caçadora noturna, com seus grandes olhos, há muito é associada à Lua.

Para os egípcios a coruja era um símbolo de morte, noite e frio. Para os gregos, entretanto, era um símbolo de sabedoria e da deusa Athena. seus olhos vidrados a ligavam às deusas dos olhos, Lilith, Minerva, Blodeuwedd, Anat e Mari, entre outras. A coruja sempre foi associada à lua, à sabedoria, aos mistérios sagrados lunares e às iniciações.

Dragão---- Apesar de inicialmente ligado a eclipses lunares e solares, os dragões estão associados à Lua. essa noção de dragões e eclipses era comum na china, no norte da Ásia, na Finlândia, na Lituânia, no norte da África, na Pérsia. As lendas dizem que os dragões geralmente voam à luz do luar.

Gato --- A palavra para gato em egípcio era Mau. Especialmente para os egípcios, essa era uma criatura lunar. eram sagrados a deusas como Ísis, Bast, Ártemis, Diana, Freya. Quando Diana passou a ser conhecida como Rainha das Bruxas durante a Idade Média, o gato passou a ser associados à bruxaria, ou ao culto da deusa.

Lebre ou Coelho --- Muitas culturas ao redor do mundo, incluindo o Tibet, a China, África, Ceilão e algumas tribos nativas americanas, diziam que a lebre vivia na Lua com as deidades lunares. Especialmente associada as deusas lunares.

Lobo--- Muitos deuses e deusas, ligados à Lua, tinham também como símbolo o lobo. O lobo uiva para a Lua, assim como os cães; eles caçam e brincam ao luar. As sacerdotisas da Lua de muitas culturas eram adeptas de viagens astrais e transmutações, talentos normalmente praticados à noite. Também celebravam rituais, dançando e cantando a céu aberto, sob a Lua. Um festival romano, a Lupercália, honrava a deusa - loba Lupa ou Ferônia. Os nórdicos acreditavam que o lobo gigante Hati perseguia a lua e nos dias finais comeria esse corpo celeste.

Morcego --- Criatura constantemente associada à Lua e à escuridão. Na China, sorte e felicidade; na Europa, criatura companheira da deusa Hel. Os cristãos tornaram - no mau e demoníaco numa tentativa de desassociar as pessoas da deusa.

Peixe-- Em algumas culturas, a Lua era simbolizada por um peixe em vez de uma cobra. Algumas deusas lunares possuíam caudas de peixes, semelhante a sereias. Porca A porca branca tem sido associada a deidades lunares desde as terras celtas até o Mediterrâneo. Ligada a Astare, Cerridwen, Deméter, Freya, a Marici Budista.

Rã --- Algumas culturas viam uma rã, em vez de lebre, na lua. Em algumas partes da Ásia, da África e da América do Norte, a rã era um símbolo da Lua e da fertilidade. Sapo Símbolo lunar muito comum; por vezes chamado de rã. No Egito, Hekat, a deusa-sapo, estava ligada aos nascimentos.

Touro --- Inicialmente esse era um símbolo lunar da Grande Mãe, com os chifres representando a Lua Crescente. Posteriormente, quando passou a representar deuses solares, ainda estava constantemente ligado a uma deusa lunar como Cibele e Attis.

Vaca--- Símbolo feminino tanto da Terra como da Lua. Deusas egípcias conectadas tanto à Lua com à vaca eram Ísis, Hathor e Neith, entre outras.

O Animal Totem --- O seu Animal Totem é aquele que, queira ou não, estará sempre presente, a seu lado. Fazendo com que você reaja à determinadas situações. Na maioria das vezes, a linguagem do povo é sábia, existem determinadas afirmações como: Tal pessoa tem olhos de Lince, aquela pessoa reage tal qual uma Cobra, aquele é esperto como uma Raposa, e por ai vai.. Mas o que será que isso quer dizer? Não seria a crença inconsciente de que temos um animal totem que nos guia?

Utilizar um animal não é escravizá-lo, como alguns autores de livros dão a entender. Transformar-se nesse animal é para que algumas coisas sejam facilitadas, o que você não poderia fazer usando o seu próprio corpo. A técnica utilizada de animais em projeção, é muito usada pelos Índios, sendo os Xamãs aqueles que a dominam. Como é uma técnica que depende em primeiro lugar da sensibilidade, não é ensinada de uma maneira comum. É necessário que você sensibilize dentro de você o animal, para que possa utilizá-lo. É muito importante que você vivencie o reino em que o Mundo Animal vive, ou seja, o Reino da Natureza.

É também muito importante, que você tenha dentro de si, o compromisso com a Grande Mãe, que saiba escutar o vento, que sinta o cheiro da chuva dias antes dela chegar, que conheça o céu que a abriga e principalmente, que se sinta inteiramente integrada aos Reinos Vegetal, Animal e Vegetal. Isso é, em harmonia com os animais, as plantas e as pedras. Somente depois de uma vivência plena com a Grande Mãe, é, que você verá que não precisa chamar por um determinado animal, ele por si virá até você, para ajudá-la a CONECTAR-SE COM AS FORÇAS ARQUÉTIPICAS DA NATUREZA.

1ª MENSAGEM DA ASTRUM AURUM AO MUNDO


Sejam Bem vindos à nossa Escola de Estudos !


A ASTRUM AURUM ("Estrela Dourada")Fraternidade Mística Universalista é uma Escola Mágico-ocultista e uma Rede Virtual de Esoteristas que estudam as várias Tradições,Religiões e Filosofias Espirituais da Antiguidade.

A ASTRUM AURUM é filiada à REDE INTERNACIONAL DE TEOCOSMOENERGÉTICA,uma Aliança de Paranormais e Estudiosos da Espiritualidade Humana,que troca informações através da internet.

Nosso Símbolo é o HEPTAGRAMA ou SEPTAGRAMA,uma Estrêla de 7 pontas de várias cores,que representa as 7 Ondas de Energia Evolucionária da Vida em nosso planeta;bem como as 7 frequências vibratórias da ENERGIA SUTIL no nosso Sistema de Universos.

Nós Buscamos antes de tudo estudar e debater,de forma profunda,todos os temas ligados à Espiritualidade,Esoterologia Comparada,Saúde Energética,Treinamento Ocultista,Alta Magia e Auto-conhecimento em geral.

Em nosso Grupo,abordamos qualquer tipo de Assunto Esotérico ou Místico,sem nenhum Preconceito ou Censura,de forma didática,interdisciplinar e sistemática.

Convidamos todos os que gostam e apreciam a Temática Esotérica para participarem de nossos Debates e Bate-papos.
Os seguintes Temas podem ser abordados livremente em nossos Grupos Online:


1- História Comparada das Religiões;Técnicas de Mística Experimental;

2- Mitologia Comparada de todos os povos;Simbologia e Geometria Sagrada;

3- Alta Magia,Wicca e Bruxaria Tradicional(Witchcraft);Alquimia e Teurgia;

4- Maçonaria,Rosa-crucianismo e Martinismo;Kabbalah;

5- Thelema,Magick Káos e Zotyrian Magick;TANTRA Indotibetano e Budismo Tibetano;

6- Xamanismo Indígena e Pajeísmo;

7- Viagens Astrais e Paranormalidade Humana;Projeciologia;

8- Espiritismo e Parapsicologia;Psicotrônica e Radiônica;

9- Ufologia e Cosmologia;Presença Extraterrestre no Passado da Humanidade;

10-REIKI e Terapias Energéticas Naturais;Naturologia e Medicina Natural;

11- TAROT,Runologia e Astrologia;Oráculos Sagrados;

12 - Religiões Étnicas e Neopagãs;Movimentos Neo-ocultistas;

13- Temas Holísticos e Paracientíficos em Geral.

Nosso ideal é transmitir uma Mensagem de Paz Mundial e Sabedoria Universal através dos Ensinamentos Atemporais das Antigas Culturas Iluminadas da Índia,Tibete,Egito,Mesopotâmia,Pérsia,China,Grécia e Povos Xamânicos das Américas.

Os Povos que seguiam as Antigas Culturas Tradicionais possuíam um Significado Superior da Vida e buscavam um Encontro Interior com a Divindade,ao mesmo tempo que Harmonizavam-se com a Natureza e o Cosmos durante suas Existências Terrenas.

Nossa Meta é a criação de TEMPLOS SAGRADOS e Comunidades Ecossustentáveis Futurísticas(ECO-COSMÓPOLIS ou HOLOECÓPOLIS ),que resgatem esta Conexão do Ser Humano com a Harmonia HOMEM-NATUREZA e SAÚDE NATURAL HOLÍSTICA em comunhão com a Flora e a Fauna !

Participem dos nossos CURSOS ONLINE e Debates pelos Grupos no FACEBOOK e GOOGLEGRUPOS !



O MESTRE fundador da ASTRUM AURUM é:



LEONARDO DE ALBUQUERQUE -
MESTRE TANTRARAJA SANANDAR (ZORIANDER DE ZOLTHAR)
************************************************************************************
Mestre de REIKI,Tarólogo e Pesquisador de Ocultismo Universal à mais de 28 anos,
Codificador da TEOCOSMOENERGÉTICA(TCE).



Sejam bem vindos !!!
OM SHANTI !

BRUXARIA TRADICIONAL EUROPÉIA - 1

O QUE É A BRUXARIA TRADICIONAL EUROPÉIA (BTE) ========================================================================================= ...