A UNIDADE SUPREMA DAS RELIGIÕES

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terça-feira, 12 de março de 2013




CADERNOS AVANÇADOS DE EGIPTOLOGIA ESOTÉRICA

CADERNO I – INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DAS ESCOLAS HAT-NÉTER I –

INTRODUÇÃO BÁSICA

De todas as culturas tradicionais da antigüidade, o Egito foi a civilização que por mais tempo preservou uma Simbologia Esotérica autêntica, acessível aos estudantes do Conhecimento Iniciático Primordial. Desde as culturas neolíticas do Vale do Nilo, a simbologia esteve ligada às Práticas Magistas Rituais e ao Desenvolvimento da Percepção Hiper-Sensorial das Energias Invisíveis. Todos os Símbolos Hieráticos criados pelos sacerdotes Hemu-Neteru descreviam as diversas formas de Percepção e Contrôle da HIKE (“O PODER”)ou HEKAU, que é a Força Vital Cósmica da Natureza, a Energia Hiperfísica conhecida Modernamente como BIOPLASMA AMBIENTAL ou ECOBIOPLASMA (TAMBÉM CONHECIDA COMO: PRANA (SÂNSCRITO), MANA (POLINÉSIO), C’HI (CHINÊS), AITHER (GREGO), AOR (HEBREU), NWYR (CÉLTICO), ETC...) A HIKE é uma energia sutil, invisível e intangível, existente em todos os Reinos Ambientais da Natureza (MINERAL, VEGETAL E ANIMAL) e do Cosmo (ESPAÇO SIDERAL LIVRE, PLANETAS, ESTRÊLAS, ETC...).

Os textos esotéricos egípcios descrevem que a HIKE penetra em todos os objetos materiais e dá origem aos KAS (CORPOS BIOENERGÉTICOS) de todos os seres vivos. O objetivo principal dos Sacerdotes Hemu-Neteru sempre foi a captação, a transmutação e aplicação prática das Energias HIKE em todas as áreas da atividade: NOS RITOS REGILIOSOS, NAS ARTES, NA ARQUITETURA, NA MEDICINA E NA ADMINISTRAÇÃO POLÍTICA. Dentro da Cosmovisão Metafísica do Egito, não havia separação entre as atividades materiais e as atividades espirituais: Tudo era sagrado, tudo era divino, tudo eram apenas manifestações setoriais da grande MAAT Universal.




2. As Práticas Ritualisticas de Contrôle Paranormal da HIKE denominavam-se de HIKE- NETERU (“O PODER DOS DEUSES), que constituíam uma ampla e integrativa Disciplina Magista de Conhecimento, que abrangia ao mesmo tempo a Filosofia, a Arte, a Ciência e a Religião Egípcia. Nos desenhos abaixo, mostramos alguns dos significados metafísicos da palavra “HIKE-NETERU” na Linguagem Hioroglífica: HIKE = A “FORÇA”, O “PODER” ⇒ Energia Universal, Cósmica e todos os Reinos da Natureza.

NETERU = “DEUSES” ⇒ inteligências Energéticas de Outras Dimensões, que dirigem as Forças HIKE da Natureza.

A palavra Hike-Neteru possuía o significado de “Ciência Divina da Energia” referindo-se à todos os conhecimentos hiperfísicos transmitidos pelo Neteru aos seus sacerdotes. A Hike-Neteru abrangia as mesmas técnicas de estudo e controle da biopsico-energia humana que o misticismo suppyya dos hititas, o Taoísmo da China Antiga, a Maha-Vidya da Índia Védica e a Alta Magia Barutu da Suméria.

II – O ENSINO SACERDOTAL NAS ESCOLAS HAT-NÉTER



Os Magos e Magas-Sacerdotisas aprendiam a Hije-Neteru desde a infância, quando eram preparados nos KEP (“Casa das Crianças”) para tornarem-se Sensitivos e Mediunizadores Naturais. Somente aos 15 anos de idade ingressavam nas HAT-NÉTER (As “Casas dos Deuses” ou NETERHET), onde recebiam as primeiras iniciações do Treinamento Hemu-Neteru. As HAT-NÉTER atuavam como verdadeiras Escolas Esotéricas Iniciáticas, onde os Jovens Sacerdotes eram Admitidos em belíssimas cerimônias ritualísticas, recebendo os títulos sagrados de Web (“Puro”) ou Webit (“Pura”), simbolizando a pureza corporal e espiritual que os novos discípulos deviam manter dentro das “Casas dos Deuses”. O Treinamento Sacerdotal Hemu-Neteru baseavam-se num longo e rigoroso sistema educacional, com ensinamentos sobre Filosofia Metafísica, Cosmologia, Meditação,Magia Ritual, Arte, Ecologia e Medicina; e que duravam de 10 a 30 anos de autodesenvolvimento intelectual, moral e místico-devocional.

As HAT-NÉTER funcionavam como Comunidade Monásticas Autosubsistentes, como templos, oficinas artesanais, bibliotecas e condomínios residenciais próprios, anexados à vastas propriedades agrícolas para o plantio de Flores, Arvores Frutíferas, Legumes e Cereais utilizados na alimentação dos Sacerdotes Web e seus Mestre-Instrutores. Nesse sentido, as HAT-NÈTER possuíam o mesmo sistema de organização que os E-Gal sumerianos, Os Ashrams indus e Os Ming-Tang chineses, visto todos possuírem o mesmo Conhecimento Esotérico Primordial, Transcultural e Atemporal. As HAT-NÉTER mais antigas do Egito foram criadas pelas Irmandades Xamânicas de Sacerdotisas da Grande Deusa-Mãe (Ísis-Neith-Nut) que protegia e propiciava a fertilidade agrícola das terras banhadas pelo Rio Nilo. As Sacerdotisas da Deusa realizavam – durante todo o Período Pré-Dinástico – belíssimos Festivais Mágicos Coletivos de Fertilidade, com Cerimônias Agrícolas, Danças Celebrativas e Ritos Sexuais Sagrados que visavam a harmonia energética das Populações com as forças elementais do Nilo.

Com o surgimento da Realiza Solar dos Faraós, as HAT-NÉTER passaram ao contrôle dos Príncipes Tini Tas e Menfitas, que difundiram as Escolas por todas as regiões do Alto e do Baixo Egito, implantando-as solidamente nas cidades-estados de Mênphis, Heliópolis, Tebas, Hermópolis, Abidos e Edfu; além de expandirem e ampliarem as HAT- NÉTER originais de Denderah (Tentyris), Kopos, Bubastis, Saís, Bouto e Nekheb. Durante a Evolução História das Dinastias Faraônicas, as HAT-NÉTER cresceram e desenvolveram-se intensamente sob o patrocínio Real, expandindo seus territórios agrícolas e construindo Templos de grande beleza e magestade arquitetônica. A partir do Médio Império, as Escolas Sacerdotais foram se especializando na adoração de determinados NETERU ou grupos combinátorios de 3, 7, 9 ou 12 Divindades, ou de determinadas Ciências, Artes ou ramos setoriais do conhecimento sacerdotal.



Muitas vezes, durante as épocas de crises políticas, guerras e fases de imperialismo militar, as HAT-NÉTER entraram em confronto direto com as classes militares egípcias, mas esse confronto nunca chegou ao nível da violência contra os Sacerdotes nem à destruição dos Templos e Propriedades das Escolas, que eram extremamente respeitadas e amadas pela população egípcia.


As HAT-NÉTER só enfrentaram dificuldades verdadeiras a partir das Invasões Núbio- Sudanesas (de 946 A.C. em diante), e principalmente, em 663 A.C., quando o Império Assírio invadiu o Egito e destruiu implacavelmente os Templos sagrados de Tebas e Mênphis, queimando suas bibliotecas, arrasando suas plantações e escravizando em massas a classe sacerdotal. Os Hemu-Neteru e as Hemet-Néter sobreviventes fugiram para os Centros Iniciáticos secretos existentes no Mediterrâneo (Grécia, Creta), Pérsia (Écbatana, Bactriana) e Índia (Vale do Indo, Cachemira), onde preservaram diversos manuscritos sagrados em segurança, até à época das Invasões Islâmicas (quando os manuscritos seriam reunidos novamente na biblioteca sagrada de Al •Aziz, no Cairo).

Mesmo depois da destruição de suas principais bibliotecas e Templos sagrados, as HAT- NÉTER continuaram a transmitir oral e secretamente os Ensinamentos Esotéricos durante toda à Época Helenística e Romana, transformando a cidade de Alexandria na Nova “Cidade Mística dos Deuses”. Em Alexandria, os sacerdotes Hemu-Neteru e as sacerdotisas Hemet-Néter promoveram a fusão entre a milenar Mística Egípcia e a jovem Filosofia Grego-Romana, fundaram novos Templos para a adoração dos NETERU (O Serapeion e o Iseu) e planejaram a difusão dos Mistérios Iniciáticos da Grande Mãe Ísis por todo o mundo helenístico.

As HAT-NÉTER de Alexandria foram as responsáveis diretas pelos Santuários de Ísis erigidos na Grécia (Atenas, Delos) e em Roma (Campo de Marte); além de serem as inspiradoras da Literatura Greco-Egípcia do Corpus Hermeticum e outros textos Hermetistas dos sec. II e III D.C. (baseados nas SB’YT – “Instruções de Sabedoria”, utilizadas para a educação dos Web desde o Antigo Império).

Com o início das violentas e fanáticas perseguições dos Cristãos Coptas à todos os cultos pagãos em Alexandria, (que culminaram com a destruição da Grande Biblioteca do Serapeion em 411 D.C.), as Escolas Esotéricas Egípcias transferiram novamente centenas de manuscritos e textos sagrados para os Centros Iniciáticos da Pérsia e da Ásia central, pois o Império Romano estava desmoronando diante das invasões bárbaras. A Idade Antiga chegava ao seu melancólico fim e as trevas aproximavam-se rapidamente, não apenas para o Egito, mas para toda a Cultura Mediterrânea ocidental.

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