A UNIDADE SUPREMA DAS RELIGIÕES

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terça-feira, 12 de março de 2013

AS ESCOLAS HAT-NÉTER NO EGITO MUÇULMANO


III – AS ESCOLAS HAT-NÉTER NO EGITO MUÇULMANO



Foi somente depois da invasão do Egito pelo General Árabe AMR-IBN-AL-ÃS, a partir de 640 D.C., que as Escolas HAT-NÉTER puderam retornar à sua terra natal, trazendo de volta centenas de textos sagrados e instrumentos mágicos cerimoniais que estavam guardados na Pérsia, desde as invasões assírias de 663 A.C. Como o Islamismo era uma religião extremamente tolerante em relação aos “Povos dos Livros”, as Escolas HAT- NÉTER “converteram-se” a fé muçulmana e reconquistaram novamente a sua liberdade de organização e ensino sacerdotal, sob o pagamento dos Impostos Djizya (individual) e Kharadj (territorial) às autoridades muçulmanas de Fostãt.

Apesar de “convertidos” oficialmente ao Islamismo, os Sacerdotes Hemu-Neteru e as Sacerdotistas Hemet-Néter continuaram praticando em segredo os Rituais milenares de adoração dos deuses Egípcios, sem serem reprimidos pelos invasores muçulmanos. Logo, as Escolas HAT-NÉTER descobriram que dentro da Religião Islâmica também existiam inúmeras Sociedades Secretas Árabes que praticavam Rituais Mágicos: As Ordens Sufistas dos Dervixes e Os Cultos Djinnistas da Arábia do Sul.

Entrando em contato e fazendo Alianças Políticas com as Ordens Secretas Árabes, as Escolas HAT- NÉTER conseguiram implantar-se, novamente em todo o território egípcio e reativar os seus Centros de geoenergia sagrada de Tebas, Mênphis, Heliópolis e Hermópolis, que tinham sido profanados pelos cristãos Coptas Ortodoxos. Em conjunto com os Sufis Árabes, os sábios Hemu-Neteru promoveram a tradução dos textos sagrados Am-Duat e Per-Em-Hru para a Língua Árabe, além dos principais textos Gnósticos, Neo-platônicos e Hermetistas dos sec. I, II e III D.C..



Promoveram, também, a produção de dezenas de textos metafísicos de altíssimo nível conhecidos como “OS LIVROS SECRETOS DE EL-ZHAT”, que ensinavam diversas técnicas de transformação da Energética Humana. Nestes textos, os Sufis e os Hemu-Neteru utilizaram pela primeira vez uma linguagem simbólica para codificar profundos processos de alteração da Bioenergia Corporal e da Mente Humana, como

1 – EL-ZHAR ou EL-DHAT – A “Pedra Oculta”, A “Pedra Secreta” – (A Essência Espiritual Interna do Homem)

2 – AMAL – “Trabalho”, “Obra” – (Os Processos de Transmutação da Consciência Humana)

3 – KIBRIT – “O Enxofre” – (A Energia Vital Corporal)

4 – MILH – “O Sal” – (A Energias Emocionais Humanas)

5 – ZIBAQ – “O Mercúrio” – (A Energia Mental Humana)

Esses conceitos simbólicos eram na verdade a adaptação das Técnicas Meditativas de HIKE-NETERU para a cultura e a Língua Árabe, que foram desenvolvidas sistematicamente pelos Mestres Sufis JAFAR SADIQ, O VI IMÃ (700-765), JABAR IBN EL-HAYYAN (721-790), O “ALQUIMISTA”, e principalmente, DHU’L-NUN AL-MISRT (796-861), o Principal Unificador entre o Sufismo Árabe e o Esoterismo nativo do Egito DHUL-NUN foi um dos maiores gênios metafísicos da Idade Média e o criador do conceito de MARIFAT (Gnosis) dentro da Teologia Muçulmana.

A difusão de manuscritos incompletos e de traduções imprecisas para o Latim e o Hebraico dos Livros Secretos de EL-ZHAT e das obras de JABIR ocasionou grande confusão nos Centros de estudos metafísicos da Europa Medieval. A simbologia utilizada pelas Escolas Egípcias foi totalmente distorcida, levando muito filósofos a interpretarem os termos KIBRIT, MULH e ZIBAQ, com elementos químicos materiais e o conceito de AMAL como “Operações Químicas ou Metalúrgicas”.

Pior do que isso, porém, foi a interpretação errônea do conceito de AL-KHYMIA, que estratificou-se na imaginação européia como “Ciência Mágica da Transmutação Metálica”. Na verdade, todos os símbolos e palavras técnicas divulgadas nos Livros Secretos de EL-ZHAT eram apenas antiquíssimos conceitos da língua camítica nativa traduzidos para o Árabe, como mostramos abaixo:

1 - EI-ZHAT = EL-DHAT = DUAT – Tradução Árabe da palavra Camítica DUAT, denominação da região do Mundo Espiritual situada no interior da Terra. Tecnicamente, referia-se às práticas de meditação contidas no Livro AM-DUAT ou SHAT-AM-DUAT que levavam o Ser à Transcender os Estados Parapsicológicos do pós-morte. Essas técnicas eram métodos de interiorização mística para o contato com AMON-RÁ - a luz pura supracelestial do AMENTI.

2 – AMAL = AMEN-ALU = AMEN-AAHLU Tradução Árabe de 2 palavras compostas Camíticas:
A - AMEN - 0 "Oculto"- Título sagrado do Deus AMON-RA.
B - AAHLU - Os 2 primeiros níveis dos Universos suprafisicos celestiais do AMENTI.

Essas 2 palavras formavam o conceito de Evolução ou Ascenção Espiritual Cíclica da Consciência Humana através dos diversos níveis dimensionais do AAHLU, até atingir a Mente Cósmica de AMON, o "Deus Oculto", a Luz Divina Universal.

3 - KIBRIT - KAIBIT – Tradução Árabe da palavra Carmítica KAIBIT, que significava um dós níveis Bioenergéticos Vitais do KA - o Corpo Bioplásmico Humano. A palavra cação da Energia Corporal dos sacerdotes, atravês de Jejuns especiais, Massagens e Exercícios Ginásticos Sagrados.

4 - MILH = MILN = MIN – Tradução Árabe da palavra MIN, nome da Divindade Neteru das Cidades de Koptos e Akhmin.

Referia-se às técnicas de Sensibilização das emoções e da Sexualidade, praticadas pelas Escolas Esotéricas nos ritos de adoração à MIN, o Deus do prazer e da alegria. Essas técnicas faziam parte da NEK-NÉTER, a Magia Sexual Egípcia, treinada pelos casais nos festivais sagrados Mineanos e Hathorianos.

5 - ZIBAQ = ZAB-AK = AB-AKHU – Tradução de outra palavra composta, formada por:
A - AB - Energia do Coração.
B - AKHU - Inteligência Espiritual, Mente Supraracional.

É um termo técnico que refere-se às práticas Meditativas de ativação do Centro Bioenergético do Coração, em harmonia com as Energias Mentais Superiores do Ser,despertando sentimentos e pensamentos de alta vibração.

É um dos níveis mais elevados da Meditação ABSEKHEM Egípcia, praticada pelos sacerdotes em Retiros Monásticos.

6 - AL-KHYMIA = KHEMI = TA-KEMET – Tradução Árabe da palavra TA-KEMET (a "Terra Negra"), nome nativo camítico do Egito. Para os Sacerdotes HEMU-NETERU, essa palavra possuía inúmeros significados Metafisicos e Teológicos. TA-KEMET referia-se, antes de tudo, à todas as Energias Ecológicas existentes no fértil solo negro do Nilo (minerais, vegetais e animais) que eram estudadas por percepção paranormal pelos sacerdotes. Referia-se também, à toda a Harmonia Energética existente entre o Homem, a Natureza e o Rio Nilo, harmonia que só os agricultores egípcios que viviam ali há milênios podiam compreender e preservar.

TA-KEMET, portanto, era o profundo Amor e União Mística que o Homem egípcio tinha por sua Terra, o Solo Sagrado dos Deuses, "A Pupila Negra" do Olho de AMON-RA, o "Corpo ressucitado e imortal* de Osíris.



Assim, devido à estas interpretações distorcidas das palavras-símbolo divulgadas pelos Livros Secretos de EL-ZHAT, diversos filósofos e eruditos europeus começaram a divulgar a notícia de que no Egito Muçulmano viviam magos fabulosos que faziam experiências químicas com metais e podiam transformar chumbo ou ferro em ouro puro.

Em menos de 1 século, surgiu uma vasta literatura medieval versando sobre teorias e práticas metalúrgicas de transmutação metálica (escritas tanto por místicos europeus quanto por intelectuais árabes desatentos) amplamente comercializada pelos livreiros venezianos e pelo famoso livreiro IBN SURAH do Cairo.

As Escolas HAT-NÉTER do Egito, surpresas com a repercussão que a AL-KHYMIA provocou no Mundo Ocidental, começaram a produzir Textos Alquímicos com mensagens criptográficas, escritas (e distribuídas pela Biblioteca Esotérica de AL-AZIZ do Cairo) propositadamente para os Círculos Intelectuais Espanhóis, Italianos e Franceses.

Essa Estratégia deu início à uma grande produção e troca de manuscritos alquímicos entre o Egito e a Europa onde os sacerdotes HEMU-NETERU procuravam explicar os verdadeiros significados energéticos do ENXOFRE, do SAL e do MERCÚRIO, e as autênticas técnicas para a Transmutação do PLUMBUS no AURUM SPIRITUALIS interior. Esses contatos foram intermediados pelas Escolas Sufistas AL-BANNA ( A “ORDEM DOS
DERVIXES CONSTRUTORES”) criada por DHUL-NUN ALMIRST; AHMADIA (criada pelo mestre SUFI AHMAD-AL-BADAVI no séc. 13 d. c.) e SHARAVIA (criada pelo mestre SHARANI – 1492 - 1565 que eram os Colégios Filosóficos “Externos" das Escolas Esotéricas HAT-NÉTER do Cairo.

Esse intercâmbio filosófico atingiu o seu clímax durante e após à Renascença Italiana, com a publicação de grandes tratados de ALQUIMIA ESPIRITUAL escritos por PARACELSUS, MARCILIO FICINO, CORNÉLIO AGRIPA, PICO DELLA MIRANDOLA, JOHN DEE, FRANCISCO PATRIZI e GIORDANO BRUNO.

Além disso, a tradução e a impressão dos antigos textos Greco-egípcios dos sec. I e II (CORPUS HERMETICUM, ASCLEPIUS, LIBER SACER HERMETIS e IÇORÉ KOSMOU) provocaram intenso debate nos meios acadêmicos e Neoplatônicos europeus sobre a Metafisica e a Cultura da antiga Civilização Egípcia. 0 Simbolismo Esotérico Egípcio influenciou profundamente os símbolos originais do Rosacrucianismo, da Maçonaria Operativa e do Hermetismo Místico Francês, sincretizados com antigos símbolos iniciáticos Druídicos e Odinistas das antigas religiões pré-cristãs da Europa. Após esse clímax de entendimento e diálogo mútuo, as relações entre o Egito e a Europa foram distanciando-se rapidamente, devido aos conflitos crescentes do Islamismo com a igreja Católica e com o Imperialismo colonial francês e inglês na África do Norte. Por outro lado, o surgimento das doutrinas filosóficas racionalistas e intelectualistas européias (a Maçonaria Especulativa, o liuminismo Francês, etc ... ) colocaram uma barreira ideológica muito forte entre os intuitivos Sacerdotes Egípcios e os Ocultistas Pragmáticos do Ocidente. Apesar disso, diversos Centros de Estudos Metafisicos da Europa continuaram a manter um intercâmbio filosófico e iniciático com as Escolas HAT-NÉTER do Cairo até os dias atuais.



Entre esses centros, os mais importantes são:
I - As Lojas Francesas e Italianas da Maçonaria Egípcia fundada pelo Mestre Giuseppe Balsamo, o Conde de Caglíostro;
II - 0 Círculo Interno dos Iluminados da Baviera fundado pelo Mestre Adam Weishaupt, o Rex Iliuminati Aeropagitus Supremmus, que sobreviveu à violentíssima perseguição inquisitorial do governo Bávaro em 1785;
III - 0 Círculo Interno da R.R.A.C. – Rosa Rubia et Aurea Crucis – fundado pelos Mestres Mac Gregor Mathers, W.R. Woodman, A.F.A. Woodford e Winn Wescott, que sobreviveu à dissolução da Golden Ddawn Inglesa no final do séc. 19;

IV - 0 Círculo Interno da Silver Star ("Estrela de Prata") fundada pelo Mestre Supremo Aleister Crowley para o Renascimento da Religião Cósmica-Estelar de Hórus; V - A Fraternidade Hermética de Luxor, fundada pelos Sumo-Sacerdotes Hemu-Net os iniciados Hermetistas para preservar a Tradição Hermética Alexandrina.


Durante mais de 6.000 anos, as Escolas HAT-NÉTER concentraram os seus ensinamentos iniciáticos no Território Egípcio e nas Regiões vizinhas do Mediterrâneo e do Oriente Médio, tomando-se as "Centrais Energéticas" propulsoras do Desenvolvimento Cultural e Espiritual dessas Civilizações Tradicionais. As Escolas HAT-NÉTER conseguiram manter a sua independência e o seu Ensino Sacerdotal dentro da Religião Islâmica desde a chegada dos invasores árabes em 640 D.C., tomando-se os "Centros Invisíveis" de Dinamização Espiritual do Sufismo Sunita e Fatímida do Cairo. A partir do início do século XX, porém, os Mestres HEMU-NETERU perceberam que a Religião lslâmica Ortodoxa estava entrando numa fase de degeneração filosófica e radicalismo político, criando diversos obstáculos culturais e jurídicos para o funcionamento normal das Escolas HAT-NÉTER.

A partir da Segunda Guerra Mundial, principalmente, os líderes islâmicos; Ortodoxos do Cairo começaram a proibir as reuniões das Ordens Sufis; AL-BANNA e AHMADIA e inviabilizar a realização dos rituais iniciáticos NETERU; classificando-os como "Heresias" e “Blasfêmias" ao Monoteísmo revelado do ALCORÃO. 0 lslãm, que por mais de 13 séculos protegera o misticismo nativo do Egito, agora tornava-se a sua prisão e o seu Tribunal Inquisitorial.

Devido a isso, o Supremo Conselho Iniciático (0 UNUYT MYBT) de todas as HAT- NÉTER do Egito decidiu transferir a organização e o ensinamento tradicional das Escolas para as grandes cidades do Ocidente, onde havia um Sistema Democrático de Liberdade Religiosa e Tolerância Filosófica diante do Esoterismo Antigo. Assim, a partir de 1945 diversos mestres egípcios viajaram para os E.U.A., as Américas e a Europa levando consigo documentos, manuais iniciáticos, textos sagrados e objetos mágicos cerimoniais para fundação das primeiras comunidades sacerdotais HEMU-NETERU fora do Egito nos últimos 1.000 anos (as últimas haviam sido fundadas na Espanha Sarracena e em Bagdad, no auge cultural do Império Árabe Muçulmano). Os primeiros núcleos de sacerdotes estabeleceram-se nas grandes cidades européias (Londres, Lisboa, Madrid, Paris, Bonn) e norte-americanas (São Francisco, Los Angeles, Nova York, Chicago, Miami), atuando como comerciantes de arte egípcia, Tradutores de Hieróglifos, professores de língua árabe e Mestres Espirituais de Misticismo Sufi.

Aos poucos, os Mestres HEMU-NETERU foram adaptando para a Cultura Ocidental o antiquíssimo sistema de educação oral mestre-discipulo utilizado nas HAT-NETER Tradicionais do Cairo e de Alexandria. Os primeiros Mestres HEMU-NETERU da América do Sul chegaram ao Brasil em 1958, estabelecendo-se entre as Colônias Árabes Muçulmanas de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Desde a sua chegada, os Mestres perceberam extra-sensorialmente que o Brasil seda a principal nação destinada a restaurar as "Cidades Sagradas dos Deuses" devido ao seu vasto território (ainda virgem e inexplorado) e à sua grande miscigenação étnico-religiosa. Brasília, nova capital do país, foi desde a sua fundação profundamente influenciada pelos Mestres Sufis da Ordem AL-BANNA (Os Dervixes Construtores), que inspiraram as concepções dos arquitetos, engenheiros e Urbanistas Brasileiros. A Arquitetura de Brasília é, sem dúvida, baseada em Idéias Estéticas nitidamente Egípcias, ou mais especificamente, "Atoníarias” (inspiradas pela arquitetura sagrada da cidade de Akhetaton, atual Tell-Amama).

Depois de 30 anos de adaptação no Território Brasileiro, os Mestres HEMU-NETERU planejaram a Criação das Comunidades MAAT, concebidas para serem Grandes Comunidades Ecológicas Rurais onde o Sistema Educacional Iniciático das HAT-NÉTER possa ser restaurado em sua pureza original. Nessas Universidades Místicas, os Mestres HEMU-NETERU irão inclusive restaurar a antiga ciência arquitetônica egípcia, baseada na captação das energias HIKE ambientais e das HIKE-PER-MER ("Energias Piramidais das Formas”).

Previstas para serem construídas nos grandes polos ecológicos do Brasil, as Comunidades MAAT deverão ser autênticas Universidades Monásticas Sagradas, onde Homens e Mulheres possam dedicarem-se (em tempo integral) às técnicas meditativas egípcias, à arte e à medicina energética Sunu, plantando e cultivando o próprio alimento e vivendo comunitariamente em harmonia com a natureza (“Nos braços da Grande-Mãe Isis").



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Leonardo de Albuquerque
Artista Plástico e Pesquisador de Khemeticismo Neo-Pagão.
LINK DO TEXTO:http://www.slideshare.net/jnr2706/egiptologia-histria-das-escolas-hat-nter

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